A porta da apartamento do advogado e ativista André de Paula após ter sido queimada
A porta da apartamento do advogado e ativista André de Paula após ter sido queimadaArquivo pessoal
Por MH
Conhecido por sua atuação como advogado e coordenador da Frente Internacionalista dos Sem Teto (FIST), André de Paula viveu momentos de pânico na noite deste último sábado. Ele, que diariamente protesta de maneira isolada em seu apartamento, na Rua Correa Dutra, no Catete, teve a porta da sua casa incendiada por, ao que parece até o momento, simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Em contato com o O DIA, André de Paula explicou como aconteceu toda a situação. "Todos os dias, e sempre em horário que não atrapalhe (por volta das 8h30), eu promovo um 'Fora, Bolsonaro' com o meu megafone na minha varanda. Há tempos eu e minha esposa (Bárbara, também advogada) já estávamos sofrendo ameaças de morte. O síndico foi avisado que, se não parássemos com a nossa manifestação, iriam encontrar outros meios para nos calar. Ontem (no sábado), essa tentativa se concretizou. Só ouvimos um enorme alvoroço no prédio e o porteiro gritando: 'Fogo! Fogo'. Essa foi por pouco", relatou o advogado.
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Apesar do susto, ele disse que não parar e espera que as autoridades competentes tomem todas medidas necessárias para identificar os responsáveis. 
"Já sofri de tudo na ditadura, tenho bala no corpo e não vai ser isso que irá nos calar. Medo? É lógico que a gente sente, mas vamos em frente" destacou.
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Neste domingo, a partir das 15h, um ato de repúdio contra o atentado sofrido pelo advogado André de Paula e sua esposa, será realizado na Rua Correa Dutra, 99, Catete.