Saúde também realiza o monitoramento da demanda por oxigênio hospitalar
Saúde também realiza o monitoramento da demanda por oxigênio hospitalar AFP
Por Beatriz Perez
Rio - O Rio de Janeiro também começa a se preocupar com o abastecimento de oxigênio e medicamentos para o tratamento de covid-19 que já afligia outros estados. Segundo o diretor da Associação dos Hospitais do Rio de Janeiro (Aherj), Graccho Alvim, há preocupação de que medicamentos como anestésicos, bloqueadores neuromusculares e drogas para manutenção do coma induzido se esgotem ainda nesta semana.
"Temos um problema sério na entrega de oxigênio e medicamentos. Medicamento pode faltar essa semana. A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anap) mandou uma carta dizendo que os estoques de alguns medicamentos só dariam até amanhã. A gente precisa que chegue anestésico para pacientes de covid-19. O oxigênio tem um problema de logística de entrega, mas no Rio de Janeiro o consumo não está tão alto, ainda temos como abrir novos leitos", disse Alvim.
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Neste mês a rede privada do Rio absorveu demandas de moradores de outros estados que buscariam hospitais de excelência em São Paulo, no Rio Grande do Sul, Brasília, e em Minas Gerais, que estão com suas redes de Saúde saturadas. "A cada semana estamos observando aumento na ocupação dos leitos de covid, tanto de UTI, quanto de enfermaria, tanto na cidade, quanto em todo o Estado", afirma o diretor da Aherj.
Algumas cidades pequenas já sofrem com ocupação total de leitos. "Várias cidades das Região dos Lagos, da Região Serrana e Volta Redonda, que acaba recebendo pacientes de São Paulo", cita.
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A capital do Rio está com 88% da rede privada para covid-19 ocupada. "O Rio de Janeiro está recebendo pacientes de outras regiões do Estado e do país. A população de classe A e B que tem convênio, vem para o Rio", explica. Segundo Alvim, os municípios de Niterói e São Gonçalo são os que estão com a rede privada menos saturadas do Estado.
Na rede SUS da cidade do Rio, os leitos de UTI estão com 93% de ocupação, já os de enfermaria covid-19 estão com 84%.