A Fecomércio RJ "espera que essas decisões venham acompanhadas de ações compensatórias para que as empresas possam sobreviver e manter o emprego e a renda"
A Fecomércio RJ "espera que essas decisões venham acompanhadas de ações compensatórias para que as empresas possam sobreviver e manter o emprego e a renda"Estefan Radovicz / Agencia O Dia
Por O Dia
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ) se posicionou depois que os prefeitos do Rio, Eduardo Paes, e de Niterói, Axel Grael, anunciaram que os dois municípios vão adotar restrições mais duras durante o 'superferiadão' de dez dias. Segundo a entidade, “empresas não podem ser tratadas como ilhas de prosperidade que se sustentam com as portas fechadas”.
Entre outras medidas, as restrições determinaram o fechamento de lojas de comércio não essencial, assim como shoppings, bares e restaurantes. Prevaleceram as determinações mais rígidas defendidas pelos dois prefeitos sobre o que queria o governador em exercício do Rio, Cláudio Castro. Sua intenção era permitir o funcionamento de bares e restaurantes e fechar apenas as escolas, o que não avançou.
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Para a Fecomércio, “as medidas propostas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro são mais flexíveis, viabilizando um funcionamento intermediário que preserva a sobrevivência das empresas”. A entidade pondera, no entanto, que “espera que essas decisões venham acompanhadas de ações compensatórias para que as empresas possam sobreviver e manter o emprego e a renda”.
A Federação cita, ainda, que os impactos sofridos pelo comércio não irão afetar os trabalhadores informais. “40% da mão de obra que trabalha no Rio de Janeiro é informal. Não é fiscalizada. Ou seja, a medida afetará somente os negócios formais, que geram empregos e pagam impostos. Dados do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) mostram que, de 2014 para 2021, a informalidade cresceu cinco vezes”, destacou a entidade.
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A preocupação é de que as empresas não consigam suportar as restrições e isso cause o fechamento de muitas delas. Por isso, a Fecomércio reivindica medidas compensatórias do governo para viabilizar a sobrevivência durante o período restritivo.
“Entre as propostas mais urgentes da entidade estão a ampliação do horário de funcionamento do comércio, para diluir o fluxo de pessoas, e, em paralelo, o aumento da oferta de transporte público para evitar aglomerações”, salienta.
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A Federação pede ainda que, caso as restrições se mantenham, o tempo seja usado para melhorias na Saúde e no transporte público.
“Caso esse período de fechamento seja de fato adotado, defendemos que esses 10 dias viabilizem novas medidas para atenuar a contaminação, para melhoria do atendimento médico à população, assim como ampliação dos leitos nas unidades hospitalares, ampliação da vacinação e estruturação de um transporte público que atenda melhor à população no retorno às atividades em 05 de abril”, finaliza.