A professora Monique Medeiros está internada com covid-19, informou a Seap
A professora Monique Medeiros está internada com covid-19, informou a SeapReprodução/Instagram
Por Beatriz Perez
Rio - O Ministério Público do Rio recebeu o pedido da defesa da mãe do menino Henry, Monique Medeiros, para que um promotor de Justiça seja designado para acompanhar o caso. Os novos advogados de Monique insistem para que ela seja ouvida novamente e prometem uma nova versão do que foi exposto pela professora. A tese defendida é de que ela seria ameaçada e agredida pelo namorado, o vereador Dr. Jairinho. Com a prisão, a mulher estaria se sentindo mais segura para falar.
O órgão, no entanto, entendeu que a decisão de ouvir ou negar o pedido de novo depoimento será exclusivo do delegado responsável pelo caso, Henrique Damasceno, da 16ª DP (Barra). No MP, o pedido da defesa foi encaminhado ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Investigação Penal, que, por sua vez, o encaminhou ao promotor natural do caso, Marcos Kac. "De acordo com o promotor, a decisão de ouvir ou não novamente a investigada Monique Medeiros cabe unicamente ao presidente do inquérito, que é o Delegado de Polícia", diz o MP.
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Até o início da tarde desta terça-feira a Polícia não havia decidido se acataria o pedido.
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que Monique Medeiros está internada desde a noite desta segunda-feira (19) no Hospital Penal Hamilton Agostinho, no complexo de Gericinó em Bangu, após testar positivo para a Covid-19. Seu estado de saúde não foi divulgado.
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A defesa alega que pode esclarecer diversos detalhes do comportamento de Monique durante as investigações. Em um deles, os advogados explicam porque
foi ao cabeleireiro no dia seguinte ao sepultamento de Henry. Ela teria ficado desesperada e arrancado tufos do mega hair (apliques de cabelo) e precisou fazer a
manutenção no salão.
Um dos novos advogados, Thiago Minagé, informou que conversou com ela na cadeia e disse que está “totalmente diferente do que se viu”, sem no entanto informar detalhes.
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Jairinho e Monique são suspeitos de homicídio duplamente qualificado. Ele responde pela morte e por supostas sessões de tortura. Para a polícia, a mãe foi conivente já que soube da forma que o filho era tratado mas não denunciou.
O delegado Antenor Lopes, diretor de Polícia Civil, disse que a expectativa é que o inquérito seja concluído ainda essa semana. Para a Polícia, não há indícios de que Monique tenha sido ameaçada ou agredida por Jairinho.