O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, e o prefeito Eduardo Paes apresentam o boletim epidemiológico da cidade do Rio
O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, e o prefeito Eduardo Paes apresentam o boletim epidemiológico da cidade do RioReprodução
Por O Dia
Rio - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou nesta sexta-feira que a incidência de pessoas procurando as unidades básicas de saúde com sintomas de covid-19 ainda é muito grande. Por este motivo, a Prefeitura anunciou durante o 17° boletim epidemiológico da Covid-19, no Centro de Operações do Rio, que vai manter as medidas restritivas vigentes até o próximo dia 10. "A gente está longe de estar em uma situação confortável. Por isso a manutenção das medidas restritivas", disse Paes.
Segundo o prefeito, a situação é melhor do que quando o município começou a impor restrições. Apesar de ter havido uma queda na procura pela rede de saúde, a busca permanece em um platô considerado alto. O prefeito disse que a equipe seguirá monitorando a situação epidemiológica e que o atual decreto pode ser revisto a qualquer momento para impor medidas mais duras ou flexibilizações, conforme a necessidade. 
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"Nós já temos a cidade bastante aberta. Existem algumas restrições, como a praia fechada no fim de semana. A gente permite que as pessoas façam prática de esporte. E não esperem que a gente vá ficar correndo atrás das pessoas nas praias. Mantivemos o nível de restrições, como o período de permanência no espaço público e de não permanência nas praias. Ao longo do período as medidas que tomamos melhoraram a situação", reforçou o prefeito.
Paes reconheceu que o transporte público é um desafio permanente porque sempre registra aglomeração.
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Imunização zera surto de covid em instituições
Durante a apresentação do boletim, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Márcio Garcia, ressaltou que não houve surtos de covid-19  em instituições de longa permanência no mês de abril. Esse tipo de local recebeu a cobertura da vacina, o que indica o efeito positivo da imunização.
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Nesta semana houve a identificação de 198 registros de novas variantes da covid-19, com preponderância da variante brasileira P1, em um perfil igual ao apresentado na semana passada.
O subsecretário de Vigilância comemorou que mais de 2 milhões de doses foram aplicadas na cidade em 20% da população e em mais de 95% dos idosos. A Prefeitura fez um apelo para que a população ajude a orientar aqueles que têm mais de 60 anos que ainda não se vacinaram a procurar um dos 256 pontos de vacinação.
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A atual fase de imunização na capital inclui grupos prioritários por idade, além de gestantes de qualquer idade, retornos para 2ª dose e vacinação de idosos que ainda não se vacinaram. As categorias que estão incluídas no grupo são trabalhadores da Saúde, Educação, Limpeza urbana, guardas municipais, motoristas, cobradores, profissionais de transporte escolar e forças de segurança e salvamento.
Também devem se vacinar pessoas com comorbidade, seguindo a lista do Plano Nacional de Imunização e pessoas com deficiência permanente.
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Segunda dose garantida na cidade
O prefeito do Rio destacou a complexidade de logística de imunização para lembrar a população de que a segunda dose precisa ser tomada no mesmo local de vacinação da primeira. Diante da falta de doses em outras cidades da Região Metropolitana, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz disse que infelizmente só poderiam se vacinar na cidade quem tomou a 1ª dose no Rio para evitar descontrole.
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O secretário reforçou a segurança da Astrazeneca, que é o imunizante disponível para primeira dose na capital neste momento. Diante de fake news que desabonam a eficácia da vacina, o prefeito Eduardo Paes falou para "parar de besteirada". 
"Vamos parar de besteirada. Nós temos autoridades sérias de vigilância. Já são 2 milhões de doses aplicadas. Vamos tomar vergonha na cara e tomar a vacina", enfatizou o prefeito.
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Soranz garantiu que a vacina Astrazeneca é segura. "É um erro alguém deixar de se vacinar por receio da vacina. A gente faz fiscalização rigorosas sobre efeitos adversos e não temos nenhuma reação vacinal grave, nenhum caso de trombose. O maior risco agora é adiar o processo de vacinação", afirmou.
O secretário completou que há previsão para que uma nova remessa de doses chegue nesta sexta-feira, com as próximas previstas para segunda-feira, e para os dias 10 e 14 de maio.