Roxos no corpo do menor
Roxos no corpo do menorArquivo Pessoal
Por Carolina Freitas
Rio - A mãe de uma criança de 6 anos está na luta com a Justiça para conseguir que encontros do filho com o pai sejam assistidos. De acordo com a fisioterapeuta acupunturista Tatiane da Costa Thedim, de 38 anos, seu ex-marido, que é policial rodoviário federal, agride a criança constantemente, segundo relatos do próprio filho. As agressões ocorrem enquanto seu ex-companheiro está dormindo. 
Atendemos o pedido da mãe e iremos identificar seu ex apenas com as iniciais L.M.L.
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L.M.L tem uma doença conhecida como doença de Machado Joseph, caracterizada pela falta de coordenação de movimentos musculares voluntários e também pela falta de equilíbrio. Ele também sofre de bipolaridade; TDAH; transtorno de ansiedade; transtorno obsessivo; transtorno psicossocial e transtorno de agressividade, segundo um laudo médico enviado por Tatiane ao DIA.
Documento que prova os diversos transtornos que Leonardo possui - Arquivo Pessoal
Documento que prova os diversos transtornos que Leonardo possuiArquivo Pessoal
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A mãe contou que por L.M.L ser agressivo, teme pela vida do filho. "Meu filho me conta que sempre acorda de madrugada quando está dormindo com o pai. Ele diz que o pai o enforca, chuta a cabeça dele, a costela, o pescoço etc porque está sonhando que está jogando futebol e a cabeça do meu filho é a bola."
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Em um áudio enviado à reportagem pela mãe do menor, é possível ouvir a criança pedindo ajuda. "Mamãe, só vem aqui. Me busca, por favor. Eu faço qualquer coisa para você vir aqui, por favor, vem".
Tatiane conta também que o filho não gosta de ir para a casa do pai e que as vezes chora. Em fotos enviadas ao DIA, é possível ver a criança com hematomas pelo corpo. Em uma delas, inclusive, dá para ver um corte em sua cabeça. O menor relatou à mãe que o machucado aconteceu porque ele teria batido no teto do carro do pai. 
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A fisioterapeuta afirmou que já procurou o Conselho Tutelar e a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), mas que aguarda o juiz liberar a documentação sobre o caso. "Eu não tenho acesso aos documentos que eles fizeram".
A mãe relata também que um psicólogo da Dcav chegou a ouvir o filho e disse a ela e a seu advogado que L.M.L pode acabar matando a criança por conta das agressões. 
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"Ele falou isso e depois simplesmente entrou de férias. Como a pessoa entra de férias sem me dar um documento do que foi conversado entre ele e meu filho? E que meu filho pode morrer? Esse documento seria a única coisa que eu teria para provar que meu ex-marido é agressivo e tem que ter visitação assistida".
Tatiane disse que em agosto de 2020 ajuizou na 3ª Vara de Família do Méier uma ação na Justiça pedindo que os encontros do filho com o pai fossem assistidos. "A juíza disse que só me daria esse direito se fosse em último caso. Eu simplesmente entrei em pânico e disse que eu tinha um laudo da rede pública de saúde comprovando que ele é agressivo e tem diversos transtornos. Ela disse que também tinha um laudo psiquiátrico do L.M.L dizendo que a criança não corria risco. Não fez nem um estudo de caso."
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"Ele tem carinho pelo pai. Eu não quero que os dois se afastem. Ele não um mal pai, só tem surtos. O que eu peço é a visitação assistida", finalizou.