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Além da pandemia, o fornecimento irregular de energia elétrica e de água no pavilhão também tem sido um obstáculo para os negócios. Como mostrado nas reportagem anterior desta série, a Feira de São Cristóvão acumula cerca de R$ 40 milhões em dívidas. Ente os credores estão a Light e a Cedae, que interromperam os serviços no espaço em 2017 por falta de pagamento. A feira tem sido abastecida por carros-pipa e geradores de energia.

"Chega por volta de 18h temos que fechar as portas. Quem não tem gerador próprio, não consegue trabalhar", diz Ana Cláudia.
"Mesmo com a nossa cota-parte em dia, ficamos prejudicados", acrescenta Artidonio Bezerra, de 67 anos, marido de Ana Cláudia, referindo-se à mensalidade que os feirantes devem pagar para custeio de serviços de manutenção e conservação.
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A comissão que administra a feira disse que, devido à pandemia, que gerou queda de público e aumento da inadimplência da cota-parte pelos feirantes, as despesas estão maiores que as receitas no pavilhão. "Com isso, fica inviável darmos um serviço de qualidade e de excelência a todos. Pedimos ao público que volte a frequentar a feira, trazendo a receita para que possamos cumprir nossas obrigações", diz Magnovaldo Pereira, membro da comissão.