Comerciantes da Cinelândia gastaram cerca de R$ 300 milhões com segurança no primeiro trimestreReginaldo Pimenta / Agencia O Dia

Rio - O bairro da Cinelândia passou a contar, a partir desta quarta-feira (11), com um Posto de Policiamento Integrado. A unidade atende a um pedido do comércio local por mais segurança na região e foi implementado por meio de uma parceria entre os comerciantes, a Secretaria de Estado de Governo (Segov) e o 5º BPM (Praça da Harmonia). Desde o ano passado, representantes dos lojistas têm se reunido com o poder público para discutir e propor ações de revitalização do Centro do Rio.
Os encontros contaram com a participação do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio (SindilojasRio); do Clube de Diretores Lojistas do Rio (CDLRio); da Sociedade dos Amigos da Rua da Carioca (Sarca); e da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), além dos empresários dos pólos das Confeitarias Tradicionais, das praças XV e Mauá e do Rio Antigo.

Uma das reuniões resultou na implantação, no mês de março, do programa Centro para Todos, que aumentou o efetivo de policiais militares nas ruas, instalou 20 tendas móveis da Polícia Militar em pontos estratégicos da região, além de ter promovido maior integração entre o 5° BPM e a Operação Segurança Presente. Houve também a ampliação do atendimento à população de rua, com apoio psicológico e encaminhamento a serviços de reinserção social e de capacitação profissional.

"A ação e o policiamento integrados são muito importantes para que o cidadão, de fato, tenha a percepção da presença policial na localidade. Essa base se tornará uma referência para todos que vivem, trabalham ou visitam o Centro", afirmou o comandante de Policiamento Especializado, coronel André Henrique, durante a inauguração nesta quarta.

O aumento da segurança e o atendimento da população de rua estão entre as principais demandas do comércio para reverter o processo de abandono do Centro, segundo Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio e do CDLRio, entidades que representam mais de 30 mil estabelecimentos comerciais. Os comerciantes gastaram cerca de R$ 300 milhões com segurança em toda a cidade no primeiro trimestre deste ano. “Coibir a violência só é possível com muito trabalho e união de esforços, tanto do poder público como da iniciativa privada”, afirmou Gonçalves.