Ed Motta prestou depoimento na 15ª DP (Gávea) nesta terça-feira (12)Reginaldo Pimenta / Agência O Dia

Rio - O cantor e compositor Ed Motta, de 54 anos, prestou depoimento na 15ª DP (Gávea), nesta terça-feira (12), sobre a confusão dentro de um restaurante do Jardim Botânico, na Zona Sul, que terminou com um cliente agredido. O artista é investigado pelo crime de injúria por preconceito depois de chamar um funcionário de "Paraíba".
Motta chegou na delegacia às 10h10 e não falou com a imprensa. O cantor deixou a distrital por volta das 12h20, acompanhado do advogado, que se limitou a dizer que "tudo foi esclarecido". 
O caso ocorreu no último dia 2. Segundo a vítima agredida, ela estava jantando com a família e amigos, próximo à mesa do cantor, que estava com outros cinco acompanhantes. Em determinado momento, o artista se levantou e derrubou uma cadeira em que estavam os pertences do cliente.
Em seguida, houve uma discussão entre as duas mesas, ocasião em que um homem, que estaria na mesa de Motta, se levantou e agrediu a vítima com um soco no rosto.

Ainda de acordo com o cliente, ele não revidou e decidiu ir embora para não causar mais confusão. Contudo, na saída do restaurante, o autor lançou uma garrafa de vidro pelas suas costas, ferindo o lado esquerdo da cabeça.
Briga começou devido a cobrança de taxa
Segundo o registro da ocorrência, Ed Motta jogou uma cadeira na parede e derrubou outra, onde estavam os pertences do cliente. Isso aconteceu depois de uma negativa da retirada da taxa de rolha, cobrada quando o frequentador leva seu próprio vinho de casa.
Em nota, o restaurante Grado informou que o grupo do cantor teria provocado funcionários e destacou que as agressões incluíram ofensas, referências pejorativas à origem nordestina, além de insinuações sobre as orientações sexuais e vida privada da equipe.
Ed também foi acusado pelo estabelecimento de arremessar uma cadeira na direção de um garçom que se encontrava de costas.