Tão procurado quanto médico

Especialista em finanças é a salvação para quem sofre com problemas ao pedir o auxílio emergencial

Por O Dia

Gilvan Bueno Costa
Gilvan Bueno Costa -

Rio - Em tempos de luta para conseguir o auxílio emergencial, o especialista em finanças, administrador e professor de atividade complementar da FGV-Direito do Rio Gilvan Bueno Costa tem sido a salvação de muita gente que sofre com os problemas do benefício! Com sua experiência de mais de 11 anos em bancos de investimentos, ele está sempre comigo na TV e hoje é o convidado da coluna para esclarecer as principais dúvidas sobre a temida hora de preencher o cadastro. Tomara que ajude nessa "análise" infinita!

Os principais erros ao preencher o auxílio emergencial são:

— Renda Familiar:

A lei 13982/20 diz que cada pessoa da família não pode ultrapassar a renda de meio salário mínimo (R$ 522,50), ou seja, a renda familiar total deve ser de até 3 salários mínimos (R$ 3.135,00). Por exemplo, quem é MEI e informou renda de 3200, com apenas dois familiares, neste caso, não teria direito.

— Rendimentos de 2018:

Outro erro muito comum são de rendimentos tributáveis acima do teto de R$ 28.559.70 em 2018, de acordo com declaração do Imposto de Renda.

Se o seu ganho foi maior do que o teto determinado, você não terá direito ao auxílio.

— Marcar a opção chefe de família sem incluir outro membro:

Quando uma pessoa se autodeclara chefe de família e não inclui nenhum membro, o sistema jamais conseguirá identificar.

— Inclusão de alguma pessoa que já morreu:

Infelizmente este foi um erro muito comum no processo de cadastramento e prejudicou milhões brasileiros.

— Cadastramento dos familiares:

Os dois principais erros foram o preenchimento incorreto de dados de membros da família e divergência de cadastramento entre integrantes da mesma família. Como existe um cruzamento das informações disponibilizadas com os dados CNIS e dataprev, qualquer divergência causa erro.

 

TÁ FEIO!

Vera Lúcia ainda aguarda por uma resposta - Arquivo pessoal

Nem tudo é coronavírus por aqui, mas pode virar se não for resolvido!

Vera Lúcia Serafim dos Santos, 45 anos, moradora da Pavuna, vai e volta para o Hospital Souza Aguiar por conta de uma pedra na vesícula. Ela já foi operada e teve alta, mas teve que retornar após continuar com dores. Passou por exames e foi constatada dilatação nas vias biliares, mas foi liberada de novo e tudo se agravou.

Agora, desde o dia 2 deste mês, Vera está internada e aguarda um procedimento específico de endoscopia, que somente pode ser realizado no Hospital do Fundão ou de Ipanema.

"Estou de mãos atadas em vê-la nesse estado. Ela corre risco de ser infectada pela covid-19 se continuar aqui e até agora nenhuma resposta pra gente. Só quero que ela tenha um final feliz", conta Adrielle Macena, filha de Vera.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que em todos os momentos que foi atendida no Souza Aguiar, inclusive agora internada, Vera recebeu orientações e tratamento indicados para o caso. Informou também que desde o dia 08, ela está no SISREG para realizar o procedimento.

Por isso, se você me perguntou se tá feio ou tá bonito... Que Vera consiga fazer logo o exame, fique bem e tenho dito.

Comentários