As fêmeas e suas tensões hormonais

Entenda como a gravidez psicológica afeta os cachorros

Por paola.lucas

Niterói - Valentina é uma cocker americana de três anos super esperta e fofa e adora brincar com crianças. Mas, de um tempo para cá tem apresentado comportamento estranho, um olhar diferente, o que chamou a atenção da sua ‘mãe’, a jornalista Christine Lages.

Ela começou a ficar aninhada em cantos e lugares dentro de casa que nem ia, a subir na cama de Christine e a cavar os travesseiros, uivar mesmo não estando em casa sozinha, entre outras atitudes.

Valentina tem três anos e está com gravidez psicológicaReprodução

Ao examinar a ‘filha’ para tentar entender o que estava acontecendo, a jornalista percebeu que Valentina tinha as tetas inchadas e estava saindo leite. Assustada, ela correu para o veterinário, claro, e não deu outra: Valentina está com gravidez psicológica. E não foi a primeira vez.

Professor de Medicina Veterinária da UFF José Luiz Pinto Lopes explicou que esses comportamentos apresentados pela cadela são sintomas típicos do problema. Também durante a Pseudociese, nome técnico da gravidez psicológica, há fêmeas que costumam também a ficar mais irrequietas e outras que até adotam bichinhos de pelúcia e passam a cuidar deles como se fossem seus filhotes de verdade. Ai, que dó, gente!

Segundo José Luiz, a doença ocorre, geralmente, devido a disfunção hormonal ovariana, acomete pets de qualquer idade, mas só cadelas e gatas que ainda não tiveram os ovários retirados. A hipertrofia do tecido mamário (aumento das tetas) é o principal sintoma do problema e o animal pode, sim, produzir leite com frequência.

A doença, de acordo com o professor, pode durar meses e até gerar outras patologias, por isso é tão importante procurar logo um veterinário para indicar o tratamento correto. Christine conta que sua rotina tem sido trabalhosa: a medicação tem que ser dada nas horas certas e ainda é preciso fazer compressa de água quente nas tetas de Valentina.

Mas, ela vai além dos cuidados prescritos pelo médico. A jornalista conta que procura fazer o máximo de companhia à Valentina porque percebeu que a seu lado a cocker fica mais calma. Outra estratégia é levá-la para passear. Christine conta que ela se distrai, para de chorar e fica toda alegrinha!

Por mais cuidado que tenhamos com os nossos pets, infelizmente, eles podem adoecer, por isso façam como Christine: ao menor sinal de algo diferente com eles, procure logo um veterinário.

E vamos todos torcer pela recuperação da fofa Valentina!

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