Por paola.lucas

Niterói - Você sabia que desde 1974, quase 30 anos antes de aparecer por aqui o couchsurfing (aquele serviço de hospedagem domiciliar gratuita entre pessoas do mundo inteiro), os adeptos do esperanto já ofereciam suas casas aqui no Brasil? O idioma unifica e viabiliza esses intercâmbios que acontecem até hoje.

Em Niterói, pelo menos 25 pessoas, membros do Clube de Esperanto da cidade, falam a língua. E foram eles que organizaram a 4ª Feira do Livro Esperantista, que começa hoje e segue até a próxima quinta-feira na Praça Araribóia, no Centro.

Os visitantes poderão conferir cerca de 70 títulos entre livros e revistas. Além de diversos textos da literatura nacional e mundial traduzidas para o idioma. Presidente do Clube de Esperanto de Niterói, Carlos Augusto Alvarenga diz que, por aqui, a língua que surgiu na Polônia no século 19, é falada desde 1906.

O funcionário público André Sousa fala o esperanto desde os seus 15 anos e a paixão foi tamanha que logo no ano seguinte passou a dar aulas do idioma. Com a ajuda das redes sociais, ele agora consegue conversar com esperantistas do mundo inteiro. “Tenho amigos nos cinco continentes”, diz Sousa.

Apesar de pouco popular, o idioma já garante espaço em aplicativos de música e notícias em esperanto (www.muzaiko.info), por exemplo. Tem também o aplicativo Duolingo, que oferece aulas de inglês pelo celular, e acrescentou o Esperanto (para quem fala inglês apenas) em maio do ano passado na sua lista de idiomas e já conta com mais de 300 mil inscritos.

Em Niterói, o Clube de Esperanto oferece aulas gratuitas para quem quiser conhecer um pouco mais desse idioma que surgiu com a proposta de ser uma língua auxiliar internacional. As aulas acontecem na Avenida Amaral Peixoto, 207, sala 810, no Centro. 

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