O bailarino Daniel Cortez veio de São Paulo há seis anos para o Festival de N. Iguaçu e acabou ficando
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O bailarino Daniel Cortez veio de São Paulo há seis anos para o Festival de N. Iguaçu e acabou ficando FOTOS Armando Paiva
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A dança mudou completamente a vida do bailarino Daniel da Costa Cortez, 34. Há seis anos ele saiu do interior de São Paulo para se apresentar no Festival de Dança de Nova Iguaçu. Destaque na competição, foi eleito como o melhor bailarino e voltou para casa com o prêmio e um convite: estudar na Academia de Dança Tereza Petsold, a organizadora do evento. Histórias como a dele vão estrelar o 25º festival, que acontecerá de 19 a 23 de setembro, no Top Shopping.

"Relutei um e só vim no ano seguinte. Arrisquei porque sabia que era importante para minha carreira. Foi um período difícil porque tinha acabado de perder meu pai e tinha a distância da família e amigos. Mergulhei na dança para superar tudo isso. Hoje vejo que foi a melhor decisão".

Mais de mil bailarinos de toda a Baixada se reunirão na mostra de dança e apresentarão cerca de 140 espetáculos gratuitos. Balé, jazz, sapateado, dança moderna, dança contemporânea, dança do ventre, dança de salão e danças urbanas serão os ritmos embalados.

Segundo Tereza Petsold, organizadora do evento, a cada edição, o número de inscrições aumentam. "Na Baixada, a adesão ao festival é imensa, tanto de participantes quanto de público. Há 25 anos, quando começamos, foi um burburinho e até hoje é assim. Quando se faz o que se ama o resultado é de qualidade e isso tem garantido a durabilidade do festival. Já tivemos gente de todo o canto do Brasil e até grupos da Argentina".

Para a dançarina Viviane Morais, de Belford Roxo o evento é importante pelo intercâmbio e motivação dos alunos. "É um evento que inspira nossos bailarinos e traz novas experiências".

Já Ana Lúcia Oliveira, do estúdio que leva seu nome, em Mesquita, afirma que um festival grande como este traz visibilidade. "É um momento onde nosso trabalho e talento é visto e novos caminhos podem se abrir".

ABERTURA

Todos os anos um bailarino é convidado para a abertura do Festival. No ano em que completa 25 anos, uma ex-aluna do Projeto Dança Viva, da bailarina Tereza Petsold, fará as honras. Claryssa Barbosa, 16, há cinco anos trocou o calor de Mesquita pelo frio de Joinville (SC). Aos 11 anos ela foi aprovada para estudar na Companhia Bolshoi. "Comecei no projeto social e agora estou no Bonshoi. Poder voltar e abrir um festival tão especial para mim é emocionante".

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