Danielle Bornia em campanha do PSTU - Divulgação
Danielle Bornia em campanha do PSTUDivulgação
Por O Dia
A candidatura de Danielle Bornia à prefeitura de Niterói, pelo PSTU, foi indeferida ontem. O motivo alegado pelo Tribunal Regional Eleitoral foi o julgamento de contas não prestadas nas eleições de 2018, quando Danielle concorreu ao cargo de deputada estadual.

Na época, a prestação de contas foi entregue, mas meses depois, foi exigido um documento específico que, apesar de ter sido entregue, passou do prazo estipulado pela justiça eleitoral. Houve recursos sobre o caso até o TSE, mas em 28 de setembro, depois de Danielle já estar inscrita, o processo transitou em julgado, o que levou o TRE-RJ a indeferir a candidatura.

"A Justiça Eleitoral não entende como funciona uma candidatura de trabalhadores com independência política. O PSTU não recebe dinheiro de empresários e não paga cabos eleitorais. Nossas campanhas são feitas com recursos doados pelos trabalhadores que nos apoiam e trabalho voluntário e não remunerado dos militantes e apoiadores. Diante do que ocorre normalmente na maioria das candidaturas, isto causa estranhamento à Justiça Eleitoral. Não temos grandes equipes de assessoria", declarou Danielle Bornia, em comunicado distribuído por sua assessoria de imprensa.

O PSTU substituiu o nome de Dani pelo seu candidato a vice-prefeito, Sérgio Perdigão, que é professor da Rede Pública Estadual e dirigente licenciado do Sindicato Estadual doa Profissionais da Educação (SEPE-RJ). O novo candidato a vice-prefeito será Carlos Augusto Machado, engenheiro aposentado e ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações RJ.

Perdigão afirma seguir defendendo que "os trabalhadores devem governar a cidade através dos Conselhos Populares, decidindo para onde vai 100% do orçamento público, para que tenham suas necessidades atendidas no combate à pandemia da Covid-19 e ao desemprego gerado pela crise econômica, garantindo quarentena com emprego e renda e um plano de obras públicas para sanar as deficiências da saúde, educação, saneamento e transporte da cidade", afirma. "Vamos continuar a combater o machismo, o racismo, a lgbtfobia, levantar a bandeira de Fora Bolsonaro e Mourão, com propostas para que Niterói deixe de ser uma cidade desigual e onde os problemas trazidos pelo sistema capitalista sejam combatidos".