A Baixada Fluminense, ficou registrada como a pior região em tratamento de esgoto. - Reprodução
A Baixada Fluminense, ficou registrada como a pior região em tratamento de esgoto.Reprodução
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A Firjan, Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, elaborou um estudo sobre a situação do saneamento básico nos 92 municípios do Estado. A Baixada Fluminense ficou registrada como a pior região em tratamento de esgoto. O município de São João de Meriti tem cerca de 472 mil habitantes, cobertura de abastecimento de água de 92%, a coleta de esgoto é de 61% da cidade e o mais alarmante fica para o último dado, o tratamento de esgoto da cidade é igual a zero.
"Não podemos mais esperar. Precisamos resolver estas questões sobre saneamento que afetam uma enorme parcela da população e tirar o Brasil de um atraso de mais de um século. A gestão eficiente do saneamento também é essencial para o desenvolvimento econômico e tem enorme potencial de acelerar o movimento de retomada pós-pandemia", ressalta o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.
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Novo marco legal do saneamento básico
Para a Firjan, o novo marco legal é essencial para a melhoria da qualidade de vida e para o desenvolvimento econômico. O estudo da federação divulgado recentemente apontou que no estado do Rio, por exemplo, a medida potencializa investimento de R$ 23 bilhões para a universalização do serviço. A aplicação desse recurso pode trazer mais R$ 29 bilhões para a economia, gerar 325 mil empregos e economizar R$ 98 bilhões em custos de saúde.
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A federação destaca que o tratamento de esgoto e a disposição adequada de resíduos sólidos, que poderão ser intensificados pelo marco legal, vão contribuir para a melhoria da qualidade de rios e lagos. Diante dos benefícios, a Firjan ressalta que a gestão eficiente do saneamento básico, conforme destacado no Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro 2016/2025, é essencial para o desenvolvimento socioeconômico do país.