- Mauricio Bazilio / SES
Mauricio Bazilio / SES
Por O Dia
Saquarema - 2020 começou com a propagação de duas epidemias globais, a do Novo Coronavírus e informações falsas sobre o Covid-19 – uma combinação que pode ser perigosa à saúde pública.
A Secretaria de Estado de Saúde alerta que a atual infodemia, que nada mais é do que a disseminação de ‘fake news’, acerca da nova doença respiratória, dificulta a comunicação de orientações de prevenção e tratamento dos pacientes.
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“Nesse momento, é muito importante ter clareza sobre como ocorre o contágio do coronavírus, os cuidados para se prevenir e quando procurar o serviço de saúde. Então, se as informações forem confusas ou falsas, a atuação de contingenciamento dos órgãos responsáveis fica comprometida, e há riscos para a população. Todos temos responsabilidade ao compartilhar qualquer conteúdo. Os perigos das ‘fake news’ são reais”, alerta o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.
A secretaria recomenda que, ao receber mensagens, fotos e vídeos em redes sociais ou aplicativos de conversas, avaliemos a fonte de informação e veracidade dos dados antes de encaminhá-los. Os órgãos e instituições oficiais são as fontes mais indicadas para esclarecer dúvidas sobre coronavírus, como as secretarias estaduais de Saúde.
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Casos notificados X suspeitos
A SES alerta ainda sobre a diferença entre casos notificados e casos suspeitos. Os casos notificados pelas unidades de saúde ou secretarias municipais ainda não podem ser, necessariamente, considerados como suspeitos, já que dependem de avaliação de critérios definidos pelas autoridades sanitárias.
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Já casos considerados suspeitos e divulgados pela SES ou Ministério da Saúde, passaram por avaliações detalhadas e serão confirmados ou descartados com base em análises laboratoriais.
A secretaria esclarece que a testagem laboratorial de cada suspeita ocorre no Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), que realiza exames para vírus respiratórios comuns. E, diante de um resultado negativo para esses vírus, a amostra segue para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que analisa a compatibilidade para outros vírus, incluindo o coronavírus.