Moradores de cidade canadense lidam com invasão de ursos polares
Por Flipar
Os habitantes da cidade localizada às margens da Baía de Hudson, na província de Manitoba, estão sempre alertas com a presença comum desses grandes carnívoros.
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Churchill tem população modesta, em torno de 900 pessoas, e durante o verão recebe a "visita" dos temidos ursos.
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A chegada dos ursos polares no meses do fim do ano ocorre pelo fato de Churchill estar na rota migratória desses mamíferos.
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Com o derretimento do gelo no Ártico no verão, os ursos polares migram à espera do novo congelamento.
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Placas alertando da possibilidade de deparar com um urso estão espalhados pelos espaços públicos, assim como locais onde agentes podem reter ursos para envio a cativeiros.
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O viajante logo encontra os avisos no aeroporto local.
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De acordo com a BBC, os moradores andam cautelosos pelas ruas no período em que ocorre a invasão dos ursos polares. O município tem até estátua do animal.
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Os residentes em Churchill possuem lixo à prova de ursos.
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No feriado de Halloween (31 de outubro), policiais de patrulha de ursos escoltam as crianças fantasiadas que circulam pela vizinhança para brincar de "doces ou travessuras".
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De acordo com o jornal inglês The Guardian, o último registro de ataque dos ursos polares a humanos em Churchill foi justamente em um Halloween.
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O episódio aconteceu em 2013 e vitimou dois moradores nas primeiras horas da manhã.
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Uma recomendação das autoridades locais é que os moradores evitem circular nas ruas à noite nessa época do ano.
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A circulação dos ursos pelas ruas de Churchill fez com que empresas passassem a organizar passeios dentro de normas de segurança baixadas de poder público.
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Nos últimos anos, a quantidade de ursos polares e o tempo de permanência deles na cidade vem se tornando maiores, fenômeno atribuído pelos estudiosos ao aquecimento global.
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Isso acontece porque a alteração tem afetado o processo de formação do gelo.
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Outro efeito do aquecimento é que a cidade de Churchill tem ficado mais quente, o que a médio prazo pode afetar a sobrevivência da espécie, que precisa preservar gordura durante a estada em terra firme.
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"A temporada intermediária - onde os ursos estão em terra e não podem aproveitar as oportunidades de caça - está ficando cada vez mais longa com o aquecimento global", explicou o pesquisador Flavio Lehner à BBC.
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Nos meses em que o gelo formado, os ursos polares se estabelecem nas placas para caçar focas.
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O urso polar (ursus maritimus na nomenclatura científica) é um predador onívoro, comendo quase de tudo. Porém, sua principal fonte de energia é a insubstituível gordura de foca.
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Equipe da Geological Survey, instituição norte-americana, monitorou ursos polares no Alasca e concluiu que a presença dos animais em terra passou de algumas semanas para até dois meses.