Milhares de espanhóis vão às ruas contra anistia a separatistas catalães
Por Flipar
A mobilização veio diante da informação de que o primeiro-ministro interino, Pedro Sánchez, cogita conceder a anistia aos separatistas por razões políticas.
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O socialista Sánchez poderia recorrer ao instrumento como meio de encerrar o impasse para formação do novo governo depois que as eleições de julho provocaram uma divisão no Legislativo espanhol.
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Nenhum partido conquistou maioria no pleito para poder escolher o novo primeiro-ministro.
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A Espanha vive sob o regime parlamentarista. Nele, os eleitores votam nas siglas para definição da composição do legislativo e o líder da maioria assume a chefia do governo (primeiro-ministro).
Segundo colocado na eleição, Sánchez poderia obter o apoio de Carles Puigdemont, ex-líder catalão, caso conceda a anistia.
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Pedro Sánchez chefia o governo espanhol desde 2018 e tenta viabilizar sua permanência no cargo diante do impasse legislativo.
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Carles Puigdemont fugiu para a Bélgica, onde encontra-se exilado desde 2017.
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Mandados de prisão internacional contra Puigdemont chegaram a ser emitidos pela justiça.
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O líder catalão promoveu em 2017 um referendo ilegal pela independência da região no nordeste da Espanha.
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Em 2019, a Suprema Corte da Espanha condenou nove líderes separatistas da Catalunha com penas que vão de 9 a 13 anos de prisão.
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O senador Alberto Núñez Feijóo, do PP, teve a maioria (insuficiente) no pleito de julho.
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No comício em Madri, Feijóo declarou que anistiar os separatistas seria perdoar "golpistas".
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O referendo ilegal de 2017, que ocorreu apesar de muitas ações judiciais, obteve resultado amplamente favorável à separação da Catalunha.
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Na votação, 90% dos 2,2 milhões que foram às urnas disseram "sim" à independência. Vale ressaltar que apenas 43% do eleitorado votou.
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Como represália, o então primeiro-ministro Mariano Rajoy ordenou a dissolução do parlamento da Catalunha e tornou suspensa a autonomia da região.