Policiais do RJ são acusados de negociar drogas com o tráfico
Por Flipar
Após passar pelo pedágio, o destino era a Cidade da Polícia, onde as delegacias especializadas do Rio de Janeiro estão localizadas.
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De acordo com a investigação, lá estava prevista uma negociação com a principal facção criminosa do estado para recuperar a droga. Algumas horas mais tarde, o motorista do caminhão seria liberado.
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Todo esse enredo orquestrado pelos policiais civis começou a se desfazer quando o motorista refez o trajeto de volta para Campo Grande, usando o mesmo caminhão, e se deparou novamente com a Polícia Rodoviária Federal.
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Os agentes federais estranharam o fato de que o motorista do caminhão havia sido detido por tráfico de drogas.
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Dessa vez, o caminhão e o motorista foram levados até a sede da Polícia Rodoviária Federal no Rio de Janeiro. Os agentes realizaram uma investigação e encontraram rastros da carga de maconha.
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A investigação foi transferida para a Polícia Federal que, em dois meses, conseguiu identificar alguns dos envolvidos.
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A Polícia Federal descobriu que o carregamento pertencia a um traficante do Complexo do Alemão.
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O motorista relatou em seu depoimento que os policiais saíram da Cidade da Polícia escoltando o caminhão com dois carros e uma caminhonete, indo ao encontro do advogado que estava envolvido na transação.
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A partir desse ponto, seguiram com a carga até a Favela de Manguinhos, localizada na Zona Norte do Rio.
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O motorista relatou que permaneceu no caminhão enquanto descarregavam a mercadoria, e esse processo levou aproximadamente três horas.
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E não parou por aí: um dia após essa ação, a PF retornou às ruas do Rio de Janeiro em uma operação que acusa três inspetores e um delegado de desviar 280 kg de cocaína que seriam enviados para a Europa. Essa investigação teve início no ano de 2020.
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Em mensagens divulgadas pelo Fantástico, o próprio criminoso dono da carga, identificado como Leonardo Serro, ficou surpreso: ?Roubaram 280 kg. Só apresentaram 220 kg. Bando de ladrão?.
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Segundo a TV Globo, nem a defesa dos policiais civis investigados e nem do advogado preso quiseram se manifestar.