Ingresso e tradição: abadás são símbolos do Carnaval de rua

Por Flipar

Os abadás surgiram no início da década de 1990. Antes disso, as pessoas que participavam dos blocos de rua usavam fantasias tradicionais, como pierrôs, piratas, marinheiros e caretas.
flcikr Agência Brasília
No início dos anos 1990, o designer e carnavalesco Pedrinho da Rocha, o músico Durval Lelys, da Banda Asa de Águia, e o Bloco Carnavalesco Eva lançaram um novo tipo de fantasia para substituir as antigas mortalhas.
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Essa nova fantasia era uma camiseta de algodão, com o logotipo do bloco estampado.
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Originalmente, os abadás eram brancos e ligados aos capoeiristas.
flickr ministério da cultura
O nome "abadá" tem origem na palavra árabe "abad", que significa "escravo". A palavra foi trazida para o Brasil pelos africanos escravizados, e passou a ser usada para caracterizar a roupa usada pelos capoeiristas.
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Também é uma forma de expressão cultural e artística, já que os abadás costumam ser estampados com cores, desenhos e frases que representam a cultura do bloco ou camarote.
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Os abadás não são apenas peças de roupa, mas também funcionam como ingressos para os blocos carnavalescos. Ao adquirir um abadá, os foliões garantem o acesso aos desfiles dos trios elétricos e outras atrações.
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Outra tendência que tem aparecido entre os famosos são os abadás com franjas ou fitas. Alguns ainda adicionam miçangas ou paetês.
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