Oprah Winfrey opina e acirra debate sobre injeção para obesidade

Por Flipar

Nos últimos meses, drogas como Wegovy e Zepbound se tornaram populares nos Estados Unidos como medida para combater o sobrepeso.
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Durante o especial de TV, Winfrey elogiou os medicamentos injetáveis, mas não mencionou nenhum pelo nome, o que poderia beneficiar muito qualquer um dos fabricantes.
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A polêmica foi maior porque a apresentadora aproveitou deixou claro seu descontentamento com a empresa "Weight Watchers" ("Vigilantes do Peso", na tradução), agora chamado de "WW International Inc.".
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A "Weight Watchers" é uma empresa global com sede nos EUA, fundada em 1963, que atua com o desenvolvimento de programas de emagrecimento personalizados.
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A empresa também atuava no Brasil desde 1974, mas anunciou que encerraria suas atividades no país no início de março de 2024 .
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A notícia da saída da empresa veio junto com o anúncio de que Oprah Winfrey deixaria o Conselho de Administração da "Weight Watchers" até o fim de 2024.
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O diretor de investimentos da "Henssler Financial", Troy Harmon, comentou que a saída de Oprah do conselho da "WW" é mais uma indicação de que as pessoas estão "optando por usar medicamentos em vez de fazer mudanças em seu estilo de vida".
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Na ocasião, o executivo disse: "Não ficaria surpreso se ela (Oprah) reaparecesse como porta-voz de um dos fabricantes de medicamentos".
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No programa, em uma discussão entre Winfrey e a atual CEO da "WW", Sima Sistani, que estava na plateia, a apresentadora questionou sobre a necessidade da existência Weight Watchers quando já se tem acesso às injeções emagrecedoras.
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A CEO respondeu: "'Weight Watchers' vai além de simplesmente perder peso, é sobre comunidade, educação e cuidado, essa é a nova filosofia da empresa".
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Winfrey não é a única celebridade a elogiar esses medicamentos para emagrecimento, mas seu apoio provavelmente terá impacto entre os seguidores que acompanham sua luta pública contra o sobrepeso.
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Com as injeções ganhando destaque sobre as dietas e exercícios tradicionais, muitos não veem mais a necessidade dos serviços da "Weight Watchers".
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À medida que mais pessoas usam os medicamentos, surgem preocupações sobre seus possíveis efeitos colaterais e se há médicos suficientemente capacitados para prescrevê-los.
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Durante o especial da ABC, uma reportagem mencionou rapidamente alguns efeitos colaterais, como náuseas e vômitos.
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Segundo a médica Amanda Velazquez, do Cedars-Sinai Medical Center em Los Angeles, alguns pacientes tiveram reações adversas, mas ela minimizou e chamou os casos de "exagerados".
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Aprovado pela Anvisa no início de 2023, o medicamento injetável de uso semanal para sobrepeso e obesidade "Wegovy" foi confirmado no Brasil.
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A previsão é que ele comece a ser disponibilizado ainda em 2024. Antes, o medicamento já era vendido nos Estados Unidos, Dinamarca e Noruega.
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Esse é um novo medicamento que está sendo tratado como uma evolução do Ozempic, feito pela mesma empresa farmacêutica, a Novo Nordisk, que tem sede na Dinamarca.
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O Wegovy tem uma dose injetável de 2,4 mg e deve ser usado uma vez por semana. Enquanto isso, o Ozempic é administrado em doses que variam de 0,25 a 1 mg do mesmo ingrediente ativo.
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A diferença entre os dois medicamentos não está apenas na quantidade, mas principalmente na finalidade de uso. O Ozempic foi inicialmente desenvolvido para controlar a diabetes, mas devido ao seu efeito de redução do apetite, passou a ser usado "off-label" para perda de peso.
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A própria fabricante chegou a desencorajar esse uso, pois o medicamento não foi testado especificamente para essa finalidade.
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Por outro lado, o Wegovy foi projetado para tratar pessoas com obesidade. No entanto, ele não é uma solução milagrosa: é recomendado usá-lo junto com uma dieta saudável e uma rotina de atividades físicas.
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Ambos os medicamentos imitam a ação de uma proteína chamada GLP-1, que é produzida no intestino e regula o apetite. Com ela em circulação, o corpo se sente saciado mesmo sem ter comido, o que ajuda na perda de peso.
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Contudo, o Wegovy pode ser tão perigoso quanto ou até mais que o Ozempic, devido à sua dose elevada. Efeitos colaterais como náuseas, sonolência, diarreia (ou prisão de ventre), azia e má digestão não são incomuns.
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