Segundo o g1, os veículos, que terão capacidade para quatro passageiros e um piloto, já contam com quase 3 mil encomendas e devem começar a operar em 2026.
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Antes disso, eles ainda precisam passar por uma regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que supervisiona as atividades da aviação civil no Brasil.
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Os eVTOLs têm uma estrutura parecida com a dos helicópteros, mas foram projetados para viagens curtas, dentro da mesma cidade ou para cidades vizinhas.
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Eles são equipados com motores elétricos, ao contrário dos helicópteros, que usam querosene ou gasolina.
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Além disso, os eVTOLs têm asas que podem ser presas no veículo, e um tipo de hélice também difere dos helicópteros.
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A Anac recentemente iniciou uma consulta para receber sugestões sobre como certificar os "eVTOLs" fabricados pela empresa brasileira. Um exemplo é o EVE-100, também chamado de "carro voador", desenvolvido pela Eve Air Mobility, uma empresa de mobilidade urbana da própria Embraer.
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Ele será fabricado em Taubaté (SP) e o objetivo é tornar os voos dentro das cidades mais acessíveis para as pessoas.
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A Anac disponibilizou a consulta setorial para os eVTOLs da Eve no site oficial da agência para receber feedback sobre critérios de segurança.
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Esses critérios envolvem, por exemplo, peso e equilíbrio; estrutura; características de navegação; prevenção de incêndios; e durabilidade de equipamentos.
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Com o resultado da consulta, há maior base para a regulamentação da fase final do projeto. Justamente por ser um modelo novo na aviação, por enquanto não existe um modelo de regulamento específico para os eVTOLs.
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Com isso, os critérios de segurança usados para certificar o "carro voador" da Embraer serão baseados nos requisitos do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC).
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"É uma nova categoria, que não existia até hoje. Ainda não existe um conjunto de regras para os "eVTOLs" e para o EVE-100", esclareceu. Veja como serão as viagens a bordo do "carro voador"!
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A Eve anunciou que os eVTOLs terão alcance máximo de 100 km, reduzindo as viagens dentro das cidades de uma hora para apenas 15 minutos, cobrindo 99% das rotas urbanas.
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Comparado a um helicóptero, os "carros voadores" terão custo operacional e de manutenção mais baixos, além de emitirem menos ruído. Por serem elétricos, não terão emissão de CO2.
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A empresa afirmou que os voos oferecidos pelos operadores devem atuar em rotas específicas, como transporte para aeroportos e "vertipots" (um tipo de heliporto). Também estão previstos voos turísticos.
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Por enquanto, espera-se que São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Francisco (EUA) sejam os primeiros lugares a receber os "carros voadores". Também há possíveis clientes na Noruega, Austrália, Quênia, Dubai e Reino Unido.
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A empresa prevê que o custo de uma viagem será mais parecido com o de um carro por aplicativo do que com um voo de helicóptero. Em um estudo prévio, uma viagem entre a Barra da Tijuca (Zona Oeste do RJ) e o aeroporto do Galeão, sairia por R$ 99.
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De acordo com a Eve, há clientes em todos os continentes. No Brasil, dos 2.850 eVTOLs encomendados. Veículos irão para a Avantto, Helisul, FlyBIS, Flapper e Voar.
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A empresa diz que o serviço poderá ser acessado através de aplicativos de compartilhamento, similares aos de carro. Será possível comprar um assento em um determinado trajeto oferecido por um operador.