Rodas-gigantes se iluminam em homenagem a Ziraldo

Por Flipar

Ziraldo tinha 91 anos. Segundo a família, ele morreu enquanto dormia em seu apartamento no bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio, por volta das 15h do dia 6 de abril.
Tomaz Silva/ABr
O artista já vinha sofrendo com problemas de saúde há algum tempo. Em 2013, ele teve um ataque cardíaco leve enquanto estava na Alemanha e precisou passar por um cateterismo.
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De 2018 a 2022, ele sofreu três derrames e ficou com a saúde bastante debilitada. Até por conta disso, o cartunista estava fora dos holofotes nos últimos anos e precisou ficar em casa, recebendo cuidados médicos.
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Chargista, caricaturista e jornalista brasileiro, Ziraldo nasceu em Caratinga, Minas Gerais, em 24 de outubro de 1932.
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Seu primeiro desenho foi publicado quando ele tinha apenas seis anos de idade, em 1939, no jornal ?A Folha de Minas?.
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No entanto, a carreira artística de Ziraldo teve início mesmo no fim da década de 1940, quando ele começou a publicar frequentemente cartoons e charges em jornais e revistas.
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Seu humor ácido e perspicaz retratava a realidade social e política do Brasil, conquistando reconhecimento nacional e internacional.
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Em 1954, Ziraldo retornou para o "A Folha de Minas" e passou a publicar em uma página de humor. Três anos depois, ele se formou em Direito na Faculdade de Direito de Minas Gerais, em Belo Horizonte.
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Nos anos 1960, Ziraldo realizou trabalhos para o "Jornal do Brasil" e "O Cruzeiro", publicando charges políticas e cartoons. Foi nessa época que ele criou os personagens Jeremias, o Bom, Supermãe e Mineirinho.
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Nesse período, Ziraldo conseguiu realizar um sonho de criança que era se tornar autor de histórias em quadrinhos. Foi dele a primeira revista brasileira do gênero feita por um único autor: a "Turma do Pererê".
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Ziraldo também se destacou na luta contra a Ditadura no Brasil. Ele foi um dos criadores do jornal "O Pasquim", que reunia personagens como o Graúna, os Fradins e o Ubaldo em charges irônicas e textos ácidos.
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"Ele é uma das pessoas que salvou o Brasil da ditadura. Ele ficou no Brasil para lutar com a pena. Com papel, com ideias pequenas e pérolas. Uma pessoa como essa não vai embora", disse Fabrizia Pinto, filha de Ziraldo.
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O cartunista chegou a ser detido e levado para o Forte de Copacabana um dia depois do decreto do AI-5, em 13 de dezembro de 1968.
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Ao longo dos anos 1970, Ziraldo passou a se dedicar somente às histórias infantis. Seu primeiro livro infantil, "FLICTS", foi publicado em 1969.
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A primeira história com seu personagem mais famoso, o "Menino Maluquinho", foi publicada em 1980 e até hoje é considerado um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil.
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Ziraldo também recebeu diversos prêmios pelas suas obras, como o Prêmio Jabuti, o Prêmio Hans Christian Andersen e o Prêmio Merghantaller.
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Seus livros foram traduzidos para mais de 10 idiomas e sua obra "O Menino Maluquinho" chegou a ser adaptada para o cinema, teatro e televisão.
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Na vida pessoal, Ziraldo foi casado com Vilma Gontijo Alves Pinto de 1958 até 2000, quando ela morreu de infarto, aos 66 anos. Em 2002, o cartunista casou-se com Márcia Martins da Silva, com quem viveu até seus últimos dias.
Arquivo site Lu Lacerda

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