Bolívia vive momentos de tensão com tentativa de golpe militar

Por Flipar

Durante o bate-boca acalorado, o presidente ordenou que Zúñiga retirasse as tropas das ruas. O militar permaneceu em silêncio.
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Depois de ser detido pela polícia, Zúñiga disse à imprensa que o próprio presidente Luis Arce teria arquitetado um "autogolpe" para aumentar a popularidade visando as eleições presidenciais de 2025.
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"No domingo (23/06), no colégio La Salle, me reuni com o presidente e ele me disse que 'a situação está muito ferrada, esta semana será crítica. Então é preciso preparar algo para levantar minha popularidade'", declarou Zúñiga.
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No dia anterior à tentativa de golpe, Zúñiga havia sido destituído do cargo de chefe do Exército boliviano por conta de ameaças contra o ex-presidente Evo Morales.
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?Se for necessário, não permitirei que ele pise na Constituição, desobedeça ao mandato do povo?, disse Zúñiga em referência à Morales.
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Luis Arce (foto) e Morales eram aliados políticos até o ano passado, quando o ex-presidente anunciou a intenção de se candidatar à presidência em 2025.
Reprodução Instagram Luis Arce
Morales vem tentando reverter uma decisão judicial que impede um cidadão de ocupar mais de duas vezes um cargo público.
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Em um discurso televisionado, o presidente Arce afirmou que o governo segue "firme". "Saudamos vocês, organizações sociais, e cordialmente os convidamos a mostrar mais uma vez a democracia ao povo boliviano", pontuou.
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Em uma cerimônia na Casa Grande del Pueblo, o general José Wilson Sánchez foi escolhido pelo presidente Arce para assumir o comando geral do Exército.
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Após os momentos de tensão, o presidente fez um pronunciamento na varanda da sede do governo: ?Com vocês, com o povo, nunca desistiremos. Ninguém pode tirar a democracia que conquistamos nas urnas e com o sangue do povo boliviano?.
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A ex-presidente boliviana Jeanine Áñez condenou a tentativa de golpe, assim como a Suprema Corte da Bolívia, que reforçou o pedido de apoio à democracia.
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O embaixador do Brasil na Bolívia, Luis Henrique Sobreira, afirmou que a oposição de vários países à tentativa de golpe ajudou a enfraquecer o movimento.
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Nos últimos anos, a Bolívia vem enfrentando períodos de instabilidade política. Em 2019, Morales deixou o poder após um golpe de Estado que ocorreu depois de uma série de greves e protestos eclodirem pelo país.
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Evo Morales tinha sido reeleito para um quarto mandato presidencial no primeiro turno das eleições, o que não tinha base legal. Enfraquecido, ele acabou renunciando à presidência e deixando a Bolívia.
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Em seguida, Jeanine Áñez Chávez, que apoiou o golpe, se declarou presidente interina da Bolívia.
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De acordo com a Agência Boliviana de Informação, em 2021 ela e o ex-comandante do Exército boliviano Jorge Pastor Mendieta Ferrufino, que liderou o golpe de 2019, foram presos.
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