Mistério no Alasca: Cientistas investigam cor laranja nos rios
Por Flipar
E mais: a comunidade científica norte-americana não sabe ao certo o motivo da mudança de cor dos rios do Alasca.
Taylor Roades (Scientific American)
Um caso recente que teve grande repercussão é do Rio Salmon, no Parque Nacional do Vale de Kobuk, que ganhou esse tom alaranjado sem motivo aparente.
JOSH KOCH/U.S. GEOLOGICAL
O Serviço de Parques Nacionais do Alasca, inclusive, classificou a mudança de cor do Rio Salmon como "particularmente preocupante".
Sewtex/Wikimédia Commons
Até 2019, a água do Rio Salmon era cristalina. Porém, em 2023, adquiriu uma coloração alaranjada, conforme ressaltou a revista Scientific American.
Fredlyfish4/Wikimédia Commons e JOSH KOCH/U.S. GEOLOGICAL
De fato, os rios e riachos de toda a cordilheira de Brooks, no Alasca, estão se tornando predominantemente alaranjados, por longas extensões, sem qualquer explicação.
U.S. Fish and Wildlife Service/Wikimédia Commons
Ainda de acordo com a revista científica, este estranho fenômeno deve afetar também outras regiões do Ártico.
Maedward/Wikimédia Commons
O que tem preocupado os cientistas é o potencial impacto ecológico da mudança de cor dos rios, ou seja, de que forma isso pode afetar a flora e a fauna típicas da região.
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Essa alteração súbita da coloração das águas fluviais da região poderia, inclusive, afetar não apenas os animais selvagens, mas também pessoas que vivem em comunidades ribeirinhas.
Imagem de Kerstin Kaufmann por Pixabay
São cerca de 500 pessoas vivendo na Vila Kivalina e que precisam do Rio Salmon para obter água e fazer atividade de pesca.
Flickr/ShoreZone
Segundo a revista, os cientistas que estudam o fenômeno acreditam que as mudanças climáticas sejam responsáveis por essa alteração.
Nick Cobbing/Greenpeace
Isso porque as mudanças no clima no planeta teriam acelerado o ritmo do aquecimento na região, onde, tradicionalmente, as temperaturas médias variam entre -26º C e 16ºC, dependendo da época do ano.
Domínio PÚblico/Wikimédia Commons
Os cientistas acreditam que o aumento das temperaturas no Alasca tenha causado o degelo do solo que normalmente é congelado, chamado de "permafrost".
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Uma linha de investigação científica aponta que o degelo faria com que o ácido dos minerais soltasse ferro das rochas, deixando sedimentos na água corrente, num tom de ferrugem.
Jon ODonnell/National Park Service
Também existe a teoria de que o descongelamento do solo permafrost sob uma zona úmida faz com que bactérias reduzam o ferro oxidado.
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Assim, o ferro reduzido, que é solúvel em água, seria transportado de forma subterrânea para o riacho, causando o efeito laranja.
Cortesia de Roman Dial
O Alasca é um dos 50 estados dos Estados Unidos da América e o maior em tamanho, com uma área total de 1.723.336,75 km².
TUBS wikimedia commons
Localizado no extremo noroeste do continente americano, o Alasca - mesmo sendo um território dos EUA - fica acima do Canadá.
Reprodução guiageo eua
O Alasca é mundialmente conhecido pelo clima polar, com frio durante o ano inteiro e temperaturas mínimas que podem chegar a 50°C negativos.
Flickr/Jonathan Ichikawa
Por ter uma grande extensão, o Alasca tem variações no clima de região para região. Mas, em geral, os invernos são longos e frios, com noites muito longas, enquanto os verões são amenos e curtos, com dias muito longos.