Alcione grava clipe após 20 anos em um basta contra o machismo

Por Flipar

A artista, que completou 50 anos de carreira, não gravava um clipe desde 2004. O último foi com o hit "Faz uma loucura por mim", que foi inserido, como faixa bônus, no DVD da artista daquele ano.
divulgação / Marcos Hermes
Em São Luís, Alcione iniciou sua imersão na cultura popular ao abrir o calendário de festas, na companhia de seu pai João Carlos, quando cantava em ladainhas na ?Queimação de Palhinha? em Dia de Reis. O carnaval estava em seu coração desde o início, quando fantasiava suas irmãs com roupas feitas por sua mãe, Dona Felipa.
Reprodução/@alcioneamarrom
Ganhou destaque ao ser convidada para trabalhos também na capital paulista e fez turnês pelo Brasil e no exterior. Durante esse período, cantou diversos gêneros musicais como jazz, bolero, blues, em especial obras interpretadas por vozes femininas. Por outro lado, foi o samba que mudou a sua vida.
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No início dos anos 70, lançou um EP contendo duas faixas ?Figa de Guiné? e ?O sonho acabou?. Foi o estopim para se tornar uma das maiores cantoras de samba do Brasil, com 40 discos e 50 anos de carreira. Trazendo a negritude, a feminilidade e a potência da cultura nordestina.
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Com uma voz grave e volumosa, da tessitura dos contraltos, Alcione estourou no mundo da música e se tornou amiga de Clara Nunes. No ano anterior, em 1974, visitou a quadra da Mangueira pela primeira vez e foi convidada a desfilar pela agremiação, nascendo uma verdadeira paixão.
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"Alerta Geral" era um musical exibido na primeira semana de cada mês, entre 1979 e 1981, como parte da faixa de programação "Sexta Super", na TV Globo. No comando, Alcione dividiu o microfone com a amiga Clara Nunes.
Reprodução/TV Globo
Ainda em 1989, lançou o álbum "Simplesmente Marrom", com sucessos empolgantes da carreira como "Nem morta", "Garoto Maroto", "Estranha loucura", "Meu vício é você" e "O que eu faço amanhã".
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Em 2018, a tradicional escola de samba de São Paulo, Mocidade Alegre, homenageou os 70 anos de vida e os 45 anos de carreira de Alcione, com o enredo "A voz marrom que não deixa o samba morrer". Ela já tinha sido homenageada pela Independentes de Cordovil, em 1989, e Unidos da Ponte, em 1994.
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