Um ano depois, morte de ex-aliado de Putin ainda é mistério
Por Flipar
Prigozhin foi uma figura complexa e controversa na Rússia contemporânea. Conhecido como o "chef de Putin", ele era um confidente próximo do presidente Vladimir Putin.
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Depois de fazer fortuna no ramo da alimentação, em 2014 Prigozhin fundou o Grupo Wagner, uma organização militar privada que atuou em diversas zonas de conflito ao redor do mundo, incluindo Síria, África e, mais recentemente, Ucrânia.
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O grupo Wagner se tornou conhecido por sua brutalidade e por ser utilizado pelo governo russo para realizar operações clandestinas.
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Prigozhin era um aliado próximo de Putin, mas a natureza exata desse relacionamento nunca foi totalmente esclarecida. Acredita-se que ele tenha agido como um executor de tarefas perigosas e politicamente sensíveis para o Kremlin.
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Em junho de 2023, após repetidos avisos de que o Exército russo não estava suprindo adequadamente suas tropas mercenárias, Prigozhin liderou uma rebelião contra as forças russas. A crise foi rapidamente contida, mas marcou uma ruptura pública entre o oligarca e o governo russo.
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Outra morte, a de Pavel Antov, em 25/12/2022, foi mais uma das muitas mortes suspeitas na Rússia nos últimos anos. Coincidência ou não, foi em 2022 que o país europeu invadiu a Ucrânia e iniciou uma guerra que persiste até hoje.
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Pavel Antov era crítico do Putin, embora fossem do mesmo partido, o Rússia Unida. O milionário empresário não concordava com a invasão à Ucrânia. "Uma menina foi retirada dos escombros. O pai da menina parece ter morrido. É difícil não chamar isso de terror", disparou, em junho de 2022.
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O corpo foi encontrado boiando em uma piscina, com tiro na cabeça e uma arma, além de munições, do lado. Ele faleceu aos 61 anos e, de acordo com a viúva, Yuri faleceu após se desentender com diretores da Gazprom por conta de negócios.
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Ex-vice-presidente da empresa de gás natural Novatek, Sergei Protosenya, de 55 anos, foi encontrado morto em sua mansão na Catalunha, na Espanha, ao lado dos corpos da sua mulher, Natalya, e da filha, Maria.
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No dia seguinte, quem foi encontrado morto é Vladislav Avayev, de 51 anos. Assim como Sergey, a família dele também foi encontrada sem vida, mas em Moscou. Vladislav foi um dos vice-presidentes de um dos maiores bancos do país.
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Em janeiro, Leonid Schulman apareceu morto na banheira de casa, em São Petersburgo. Ele tinha 60 anos, era diretor da Gazprom e escreveu uma suposta carta de suicídio.
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Empresário no ramo da medicina, Vasily Melnikov foi encontrado morto, também com sua família em casa, mas na cidade de Novgorod.
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Também em maio, Alexander Subbotin, de 43 anos, foi encontrado morto na casa de um amigo. A principal suspeita é de que ele tenha sido envenenado com veneno de sapo após ritual xamânico para curar ressaca.
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Mikhail Watford, de 66 anos, foi encontrado morto em sua mansão na Inglaterra. Ele fez fortuna após o fim da União Soviética, nos anos 1990, e chegou a mudar de sobrenome após mudar de país.