Filme brasileiro candidato ao Oscar é ovacionado em Veneza
Por Flipar
A história se baseia no livro homônimo escrito pelo jornalista Marcelo Rubens Paiva (filho de Eunice). "Ela virou a grande militante ativista da ditadura e da redemocratização brasileira e do chamado Brasil novo", disse ele.
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Harald Krichel
O filme brasileiro está concorrendo ao cobiçado Leão de Ouro, principal prêmio do Festival.
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Além dele, estão na disputa "Queer", o novo de Luca Guadagnino ("Rivais"), "Coringa: Delírio a Dois", "The Room Next Door", de Pedro Almodóvar, e "Babygirl", suspense com Nicole Kidman e Antonio Banderas.
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Na trama, Eunice é vivida em fases diferentes da vida pelas atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro.
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Os nomes envolvidos e a história forte fazem de "Ainda Estou Aqui" um forte candidato brasileiro a tentar concorrer ao Oscar 2025.
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"É uma atuação que deve catapultar ela para a temporada de premiações, 25 anos depois de sua mãe ser indicada ao Oscar por Central do Brasil", disse uma crítica do Deadline, um dos maiores sites de entretenimento dos EUA.
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"Salles nunca se excede nas batidas emocionais do filme, confiando na atuação magnífica e excepcionalmente detalhada de Torres para dirigir a história", destacou o ScreenDaily. O filme ainda não ganhou uma data de estreia no Brasil.
reprodução
Tema central de "Ainda Estou Aqui", Rubens Paiva foi um engenheiro civil, empresário e político brasileiro, conhecido principalmente por sua luta contra a ditadura militar no Brasil e por ser uma das vítimas mais emblemáticas do regime.
secretaria de estado de cultura/sp
Ele nasceu em 26 de dezembro de 1929, em Santos, São Paulo, e desapareceu em janeiro de 1971, após ser preso por agentes da repressão.
Comissão da Verdade do Estado de São Paulo
Rubens Paiva era deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e se destacou como um dos opositores do golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart.
arquivo pessoal
Com a implantação do regime militar, ele teve seu mandato cassado e foi exilado no exterior por um período. Ao retornar ao Brasil, continuou a se posicionar contra o governo militar.
arquivo pessoal
Em janeiro de 1971, Paiva foi preso em sua casa no Rio de Janeiro por agentes do DOI-CODI, um órgão de repressão da ditadura.
reprodução/tv globo
Após sua prisão, ele desapareceu, e as autoridades nunca admitiram oficialmente seu paradeiro ou destino. Anos depois, investigações apontaram que ele foi torturado e morto nas dependências militares.
De an Sun Unsplash
Seu corpo nunca foi encontrado, e seu caso permanece como um símbolo das atrocidades cometidas durante a ditadura militar no Brasil.