Injeção substitui gotinha na prevenção da poliomielite; entenda
Por Flipar
Atualmente, o esquema inclui três doses da VIP, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de duas doses de reforço da VOP, a vacina oral (ou "gotinha"), administradas aos 15 meses e aos 4 anos.
Marcelo Camargo Agência Brasil
A mudança visa proteger pessoas com imunidade comprometida, pois a vacina oral, feita com vírus vivo enfraquecido, pode apresentar riscos para quem possui o sistema imunológico debilitado.
Divulgação/Agencia Brasília
Além disso, como o vírus vivo é excretado nas fezes, em locais com saneamento inadequado há o risco de ele se espalhar na comunidade e evoluir para uma forma patogênica, o que representa um risco num cenário como o Brasil.
Divulgação/Secom
"Não há mudanças no esquema de prevenção. As crianças precisam ser vacinadas. A paralisia só ocorre em quem não tem vacina", analisou Kfouri.
Fernando Frazão/Agência Brasil
"Zé Gotinha também atua na conscientização sobre a prevenção de outras doenças que podem ser evitadas por vacinação, como o sarampo", salientou o ministério em um comunicado divulgado em setembro.
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A poliomielite, também conhecida como pólio ou paralisia infantil, é uma doença infecciosa viral aguda que, em sua forma mais grave, pode causar paralisia muscular irreversível.
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A doença é causada pelo poliovírus, que invade o sistema nervoso central, afetando principalmente a medula espinhal.
flickr - NIAID
Ela afeta principalmente crianças menores de cinco anos, embora possa acometer indivíduos de qualquer idade.
wikimedia commons/Centers for Disease Control and Prevention
A transmissão ocorre via ingestão de água ou alimentos contaminados pelo vírus, que se multiplica no trato intestinal e pode se espalhar para o sistema nervoso.
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Existem três tipos de poliovírus (1, 2 e 3), e a paralisia é uma consequência mais comum no tipo 1, sendo que a maioria das infecções não apresenta sintomas.
Marcelo Camargo Agência Brasil
Nos casos sintomáticos, as manifestações incluem febre, cansaço, dores de cabeça, náuseas e rigidez no pescoço.
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Como não existe uma cura, a vacinação é a única forma eficaz de prevenir a doença. Desde o lançamento da Iniciativa Global para a erradicação, em 1988, houve uma redução drástica nos casos, e muitos países acabaram com a transmissão do vírus.