Mulheres poderão se alistar voluntariamente nas Forças Armadas

Por Flipar

Atualmente, os homens são obrigados a se apresentar em uma unidade militar quando completam 18 anos.
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"Temos que adaptar instalações, formas de trabalhar, porque agora elas não vão entrar para trabalhar em hospitais, em escritório. Agora vão para o combate", declarou o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
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"Vão ter o mesmo tratamento que tem os soldados. Vão pegar em arma, vão treinar tiro, vão pular obstáculos. De maneira que é uma vitória muito grande. O crescimento não pode ser assim de repente", continuou.
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Segundo o ministro, as acomodações dos quartéis serão adaptadas. Com isso, ele diz que a tendência é que a adesão das mulheres às Forças Armadas cresça daqui para frente.
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"O alistamento começa agora em 2025. E vão ter a mesma vida, o mesmo programa, os mesmos cursos e os mesmos desafios que têm já os homens, vão para ser soldados", explicou Múcio.
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"Hoje, o Exército tem, acho que 14 mil [mulheres], mas esse percentual, diante do que nós queremos, é muito baixo. Nosso projeto é chegar até 20%. [...] Estamos entusiasmados para dar certo. O trabalho é espontâneo. Acho que as primeiras nos ajudarão a estimular as outras", pontuou.
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A pioneira Maria Quitéria de Jesus, que lutou contra o império português disfarçada de homem, é um símbolo histórico. Ainda assim, as mulheres só começaram a ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 2017.
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No mundo, cerca de 20 países eliminaram todas as restrições para que as mulheres possam servir como combatentes em suas forças armadas.
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Na década de 1980, Canadá, Noruega e Suécia já haviam permitido que mulheres atuassem na linha de frente. A Alemanha seguiu essa tendência em 2001, abrindo acesso igualitário a todas as armas e especialidades.
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Na América Latina, o primeiro a permitir a entrada de mulheres nos quadros de comando de todas as forças foi Uruguai, em 2000, seguido pelo Paraguai em 2003 e pela Argentina em 2013.
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Além desses, Bolívia, Colômbia, Nicarágua, Venezuela e Chile também oferecem às mulheres acesso total às áreas de combate.
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O Chile é o país da região da América do Sul com maior proporção de mulheres nas forças armadas (17,5% do total).
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