Turbulência em voo entre Argentina e Alemanha deixa 11 feridos

Por Flipar

O Boeing 747-800 da Lufthansa, com 239 passageiros e 19 tripulantes, passou pela turbulência severa ao sobrevoar uma área famosa pelas condições meteorológicas adversas, a Zona de Convergência Intertropical (Z-CIT), na linha do Equador. Nela, os ventos do hemisférios norte e sul convergem, o que gera instabilidade.
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"Infelizmente, cinco passageiros e seis tripulantes sofreram, em sua maioria, ferimentos leves", comunicou a Lufthansa. A companhia alemã informou que a ocorrência não comprometeu a segurança do voo.
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O avião tinha saído de Madri, na Espanha, e seguia para Montevidéu, no Uruguai, com 325 passageiros. Mas precisou pedir autorização para aterrissar no Aeroporto de Natal, no Rio Grande do Norte.
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Dez passageiros precisaram de atendimento hospitalar. Após os primeiros socorros, eles foram levados para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, na capital do estado.
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O avião é do modelo Boeing 787-9 Dreamline. Ele pousou em Natal por volta de 2h30 da madrugada (de Brasília), segundo a Air Europa, "por questões de segurança".
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Não se sabe o motivo de tamanha turbulência neste caso específico. Mas um estudo britânico recente causou reações ao afirmar que as mudanças climáticas têm intensificado as turbulências em voos - e isso pode se agravar - por causa do aquecimento no planeta.
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O estudo foi feito por uma equipe de cientistas da Universidade de Reading, localizada no Reino Unido.
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Eles analisaram a turbulência conhecida como "ar claro", que é mais desafiadora para os pilotos evitar, pois está associada ao aumento da temperatura potencial com a altitude.
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Os pesquisadores constataram um aumento de 55% na ocorrência de turbulência severa entre 1979 e 2020 em uma rota muito utilizada sobre o Atlântico Norte.
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Acredita-se que essa elevação esteja relacionada às mudanças na velocidade do vento em altitudes elevadas, resultado do aumento do calor causado pelas emissões de carbono.
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Essas diferenças de velocidade do vento ocorrem principalmente devido à disparidade de temperatura entre o equador e os polos.
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Segundo o professor Paul Williams, especialista em ciências atmosféricas e coautor do estudo na Universidade de Reading, foram mais de dez anos de pesquisa em torno do assunto.
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"Devemos investir em sistemas aprimorados de previsão e detecção de turbulência para evitar que o ar mais agitado se traduza em voos mais irregulares nas próximas décadas", disse Paul.
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O estudo a respeito do fenômeno foi publicado na revista Geophysical Research Letters.
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A ?corrente de jato? é um sistema de vento forte que flui de oeste para leste, a uma altura de aproximadamente 8 a 11 km acima da superfície da Terra.
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Enquanto o radar é capaz de detectar a turbulência nas tempestades, a turbulência do ar claro é praticamente invisível e representa um desafio para a detecção.
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"Ninguém deve parar de voar porque tem medo de turbulência, mas é sensato manter o cinto de segurança apertado o tempo todo, a menos que você esteja se movendo, que é o que os pilotos fazem", disse o professor Williams.
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Além das consequências financeiras, há um custo ambiental, já que os pilotos queimam mais combustível ao tentar evitar as turbulências.
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