Com tempo ruim e baixa visibilidade, os pilotos dependiam dos instrumentos. Por erro de cálculo, e não levando em conta a força dos ventos, eles se encontravam bem longe de onde achavam que estariam.
Simulação - Reprodução YouTube The History Channel
O canal Aviões e Músicas, do YouTube, mostrou no mapa a dimensão do equÃvoco. Em vermelho, a rota planejada. Em laranja, o desvio involuntário: 50 km mais ao norte do que deveriam. Os pilotos não tinham ideia de onde estavam.
Reprodução Youtube Aviões e Músicas
Ao perceberem a proximidade das montanhas, eles tentaram elevar o avião, mas já era tarde. A 4.400 m, a cauda bateu num pico. Em seguida, a asa direita se desprendeu; depois a esquerda. O charuto do avião se arrastou pela encosta e bateu num banco de neve.
Simulação - Reprodução YouTube The History Channel
Neste momento, havia 32 sobreviventes. Mas vários com ferimentos graves. Já na primeira noite, outros 4 morreram.
Reprodução YouTube - wikimedia commons
A esperança era de que o resgate chegasse logo. Mas como os destroços estavam bem longe da rota planejada, as buscas eram inúteis. E, após uma semana, foram suspensas.
Reprodução YouTube The History Channel
Os sobreviventes tiveram que aprender a derreter neve para produzir água e usar forro de assentos do avião para fazer abrigos precários. Quando a comida acabou, eles tiveram que tomar a difÃcil decisão de comer a carne dos mortos para sobreviver. Pouco a pouco, mais pessoas morriam. No dia 29/10, uma avalanche soterrou a fuselagem e oito sucumbiram.
Reprodução YouTube The History Channel
Em meados de dezembro, só havia 16 sobreviventes. Ao fazerem caminhadas em busca de um horizonte, só viam montanhas gigantescas cobertas de neve. O alpinista Ricardo Peñas liderou uma expedição para documentar a rota de fuga dos sobreviventes e fez descobertas no local do acidente. Seus registros mostram as paisagens desoladoras vistas pelos sobreviventes ao redor da aeronave.
Reprodução YouTube Aviões e Músicas
Dois meses após o acidente, sem a menor esperança de resgate, Roberto Canessa e Fernando Parrado se aventuraram na direção oeste, dispostos a andar o quanto fosse preciso em busca de socorro.
Reprodução YouTube Aviões e Músicas
Sem qualquer experiência, eles subiram a montanha e se depararam com uma vista desanimadora (foto). Não sabiam, mas estavam na fronteira de Chile e Argentina. Após percorrerem 60 km, numa semana inteira de caminhada exaustiva, encontraram um rio formado pelo degelo da neve. E seguiram seu curso.
Aliviadas, as famÃlias reencontraram seus parentes, que, para muitos, já tinham sido dados como mortos. Na foto, Gustavo Zerbino, após ser resgatado, reencontra a mãe
Reprodução Planeta Extremo TV Globo
Sobreviveram 16 das 45 pessoas que estavam a bordo. O resgate no dia 23/12/1972 foi um renascimento para todos. Um segundo aniversário. Eles estavam desidratados, desnutridos, alguns com queimaduras, escorbuto e ossos quebrados.