Javier Milei planeja retirar Argentina do Acordo de Paris e mudar legislação sobre feminicídio

Por Flipar

Quando candidato à presidência argentina, Milei mostrou-se negacionista em relação às mudanças climáticas, que já chegou a definir como "farsas da esquerda".
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Além disso, Milei, que se autodenomina anarcocapitalista, sinaliza retirar a Argentina da Organização Mundial da Saúde (OMS), em outro alinhamento com Trump, e retirar o feminício do Código Penal argentino.
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O feminicídio foi incluído no Código Penal argentino como agravante de homicídio em 2012, em reação ao crescente número de mulheres assassinadas no país por motivos de gênero. ?Vamos eliminar o termo feminicídio do Código Penal Argentino. Porque este governo defende a igualdade perante a lei consagrada na nossa Constituição Nacional. Nenhuma vida vale mais que outra?, escreveu nas redes sociais o ministro da Justiça da Argentina, Mariano Cúneo Libarol.
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Javier Gerardo Milei foi eleito presidente da Argentina no dia 19/10/2023. Ele derrotou no segundo turno o candidato governista Sérgio Massa, ex-ministro da Economia.
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O ultraliberal Milei, de 54 anos, é economista formado pela Universidade de Belgrano, em Buenos Aires. Ele tornou-se conhecido nacionalmente por participações em talk-shows, além de ter criado um programa chamado "Derrubando Mitos". Com a popularidade conquistada, elegeu-se deputado federal em 2021.
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Nascido em Palermo, bairro nobre de Buenos Aires, o presidente da República Argentina prega o anarcocapitalismo, corrente ideológica ultraliberal que defende o fim do estado, com privatizações e livre mercado em todas as esferas.
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Na campanha eleitoral, o ultraliberal investiu no discurso de combate à "casta política", representada por políticos e empresários vinculados ao estado.
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Alinhado ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que chegou a postar vídeo de apoio ao candidato durante a eleição, Milei defende o livre acesso às armas por parte da população.
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente brasileiro, atuou intensivamente na eleição argentina. O parlamentar brasileiro viajou até Buenos Aires para acompanhar o pleito de perto.
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Milei é admirador confesso do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano parabenizou o argentino pela vitória eleitoral em 2023: "Estou muito orgulhoso de você. Você vai mudar o seu país e realmente tornar a Argentina grande novamente".
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De acordo com o jornal argentino La Nación, Javier Milei tem como conselheira mais influente a irmã Karina.
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Karina, chamada por Milei de "A Chefe", coordenou a campanha do irmão e faz leituras de tarô com indicações de como ele deve proceder e em quem confiar.
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De acordo com o jornalista Juan Luis González, autor da biografia não autorizada de Milei, o presidente eleito recebeu na adolescência o apelido de "El Loco" (O Louco) de colegas da escola de Villa Devoto, no subúrbio de Buenos Aires. A alcunha, inclusive, da título ao livro de González.
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Na biografia, lançada às vésperas da campanha eleitoral, o jornalista diz que Milei era alvo de bullying na escola devido ao seu comportamento e estilo.
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Milei foi goleiro nas categorias de base do Chacarita Juniors, clube do bairro de Chacarita onde atuou também o atacante Germán Cano, do Fluminense.
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Em 2018, Milei deixou de torcer para o seu clube de infância, o Boca Juniors, e "virou casaca" para o maior rival do clube, o River Plate, alegando "medidas populistas"
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"Estava assistindo ao jogo e quando Gago entrou, claramente um ato de populismo, torci para o River. Não quero torcer para um time que toma decisões populistas. Já basta viver em um país populista. Para mim, [Gago] foi um péssimo jogador, uma das maiores mentiras do futebol argentino. Assim, me tornei anti-Boca", afirmou, em referência a substituição ocorrida durante a final da Copa Libertadores de 2019, entre Boca Juniors e River Plate, disputada em Madri.
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Fã dos Rollings Stones, na juventude Milei integrou uma banda cover dos britânicos chamada "Everest".
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O misticismo de Milei teria surgido quando Conan, seu cão da raça mastim inglês, ficou doente e o atual presidente contratou um médium para traduzir os pensamentos do animal.
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Após a morte de Conan, o dono teria desembolsado US$ 50 mil (R$ 242 mil na cotação atual) para a produção de quatro clones do cão nos Estados Unidos
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Mile diz que os cãos clonados são seus "filhotes de quatro patas" e os batizou com os nomes de seus economistas prediletos: Murray (Rothbard), Milton (Friedman), Robert e Lucas (Robert Lucas).
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