Bancas de jornal se ajustam aos novos tempos e muitas ainda sobrevivem
Por Flipar
Na Europa e nos Estados Unidos, as bancas de jornal se tornaram pontos de venda fixos em locais de grande circulação, como estações de trem, praças públicas e centros urbanos.
flickr - Daniel X. O'Neil
No Brasil, as bancas de jornal começaram a se popularizar no fim do século XIX, com o crescimento da imprensa no Rio de Janeiro e em São Paulo.
reprodução/tv globo
Na década de 1920, surgiram os primeiros quiosques fixos padronizados, que serviam como referência para a compra de jornais impressos.
domínio público
Eles eram frequentemente instalados em praças, avenidas movimentadas e perto de estações de transporte público.
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Entre as décadas de 1960 e 1990, as bancas de jornal tiveram seu ápice. Além de jornais diários, elas começaram a oferecer revistas especializadas, colecionáveis, gibis, livros de bolso, figurinhas e até itens de papelaria.
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No Brasil, muitas bancas tentaram se adaptar. Muitas passaram a vender produtos variados, como brinquedos, acessórios para celular, alimentos e bebidas. Na época das locações de filmes em vídeo, muitas passaram a vender fitas. Mas até esse negócio decaiu por causa do Youtube.
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Nos anos 2010, o declínio do modelo tradicional de bancas se acentuou. Muitas fecharam suas portas devido à queda na circulação de impressos.
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Em alguns países, elas se modernizaram, incorporando serviços digitais ou se tornando cafés e espaços culturais.
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Em grandes cidades do Brasil, algumas bancas se tornaram espaços híbridos, como a famosa Banca Tatuí, em São Paulo.
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Fundada em 2014 pela editora Lote 42 dentro de uma típica banca de revistas de São Paulo. É a primeira inteiramente dedicada a títulos independentes do Brasil.
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Apesar da redução do número de bancas de jornais (São Paulo, por exemplo, tinha 4.500 em 1996 e passou para 2.400 atualmente), as bancas de jornal ainda são queridas de grande parte do público. E vendem produtos variados para se sustentar, além de fazer propagandas que também podem render algum dinheiro.