Bonner revela que estudou com autor de ‘Ainda Estou Aqui’ e conheceu Eunice Paiva

Por Flipar

O âncora do Jornal Nacional declarou que ele e o escritor cursaram a Escola de Comunicação e Artes (ECA), da USP, no início da década de 1980. ?Frequentei a casa do Marcelo para fazer trabalhos de faculdade?, contou Bonner.
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Na entrevista, Bonner relatou ter conhecido Eunice Paiva, mãe de Marcelo e que é a personagem central da história de ?Ainda Estou Aqui?. Seu marido, Rubens Paiva, foi detido, torturado e assassinado por agentes da ditadura militar em 1971. ?O filme é incrível, quem não viu ainda deveria fazer isso quanto antes?, enalteceu o jornalista.
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O filme ?Ainda Estou Aqui?, de Walter Salles ("Central do Brasil"), recebeu três indicações ao Oscar 2025, nas categorias Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz (Fernanda Torres). O anúncio dos concorrentes foi feito em 23/1 e a cerimônia de premiação acontecerá no dia 2 de março, em Los Angeles.
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É a primeira vez que um filme brasileiro recebe uma indicação na principal categoria do Oscar, a de Melhor Filme. O drama musical francês ?Emilia Pérez?, com 13 indicações, foi o recordista de menções.
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Na categoria Melhor Filme Internacional, ?Ainda Estou Aqui? disputa a estatueta com ?A Garota da Agulha? (Dinamarca), ?A Semente do Fruto Sagrado? (Alemanha), ?Emilia Pérez? (França) e ?Flow? (Letônia). Na história do Oscar, o Brasil foi indicado outras quatro vezes nessa categoria, mas não conquistou a premiação - ?O Pagador de Promessa? (1963), ?O Quatrilho? (1996), ?O Que é Isso, Companheiro?? (1998) e ?Central do Brasil? (1999).
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No dia 23/09/2024, "Ainda Estou Aqui" foi escolhido o representante brasileiro na tentativa de um lugar no Oscar. A decisão unânime ? foram 24 votantes ao todo ? foi anunciada pela Academia Brasileira de Cinema.
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Desde então, o filme entrou em um período de campanha para ser escolhido pela Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood. O longa-metragem estreou nos cinemas brasileiros no dia 7 de novembro.
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O filme chegou a concorrer ao cobiçado Leão de Ouro, principal prêmio do Festival, mas acabou perdendo o prêmio para "O Quarto ao Lado", do cineasta espanhol Pedro Almodóvar.
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No dia 5 de janeiro, Fernanda Torres conquistou o Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz de Drama, façanha inédita para uma brasileira.
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"Ainda Estou Aqui" conta a história de Eunice Paiva, mãe do jornalista Marcelo Rubens Paiva, que passou 40 anos procurando a verdade sobre o marido desaparecido durante a ditadura militar brasileira (1964 - 1985).
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A história se baseia no livro homônimo escrito pelo jornalista Marcelo Rubens Paiva (filho de Eunice). "Ela virou a grande militante ativista da ditadura e da redemocratização brasileira e do chamado Brasil novo", disse ele. Na trama, Eunice é vivida em fases diferentes da vida pelas atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro (foto).
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"É uma atuação que deve catapultar ela para a temporada de premiações, 25 anos depois de sua mãe ser indicada ao Oscar por Central do Brasil", disse uma crítica do Deadline, um dos maiores sites de entretenimento dos EUA.
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"Salles nunca se excede nas batidas emocionais do filme, confiando na atuação magnífica e excepcionalmente detalhada de Torres para dirigir a história", destacou o ScreenDaily.
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Tema central de "Ainda Estou Aqui", Rubens Paiva foi um engenheiro civil, empresário e político brasileiro, conhecido principalmente por sua luta contra a ditadura militar no Brasil e por ser uma das vítimas mais emblemáticas do regime.
secretaria de estado de cultura/sp
Ele nasceu em 26 de dezembro de 1929, em Santos, no litoral de São Paulo, e desapareceu em janeiro de 1971, após ser preso por agentes da repressão.
Comissão da Verdade do Estado de São Paulo
Rubens Paiva era deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e se destacou como um dos opositores do golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart.
arquivo pessoal
Com a implantação do regime militar, ele teve seu mandato cassado e foi exilado no exterior por um período. Ao retornar ao Brasil, continuou a se posicionar contra o governo militar.
arquivo pessoal
Em janeiro de 1971, Paiva foi preso em sua casa no Rio de Janeiro por agentes do DOI-CODI, um órgão de repressão da ditadura.
reprodução/tv globo
Após sua prisão, ele desapareceu, e as autoridades nunca admitiram oficialmente seu paradeiro ou destino. Anos depois, investigações apontaram que ele foi torturado e morto nas dependências militares.
De an Sun Unsplash
Seu corpo nunca foi encontrado, e seu caso permanece como um símbolo das atrocidades cometidas durante a ditadura militar no Brasil.
arquivo pessoal

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