Pra quem não viu: Corpo de santa morta séculos é exumado na Europa
Por Flipar
Desde o século 17, essas chaves estão distribuídas entre diferentes guardiões: três em posse das Carmelitas Descalças, três com o padre geral da Ordem das Carmelitas em Roma, três com o Duque de Alba e uma última com o rei da Espanha (foto).
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O processo de abertura foi autorizado diretamente pelo Papa Francisco e ocorreu no fim de agosto.
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Essas relíquias possuem enorme significado para a Igreja Católica, pois simbolizam tanto a presença física quanto espiritual de um santo na Terra.
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De acordo com a fé, elas criam uma ligação com o divino e são reverenciadas pelos devotos.
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De acordo com a Diocese de Ávila, a exumação revelou que o corpo de Santa Teresa permanece preservado como na última vez que foi examinado, em 1914.
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Os pesquisadores chegaram a essa conclusão ao comparar fotos antigas, tiradas há mais de um século, que mostram o rosto e os pés da santa.
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Nascida em Ávila, Espanha, em 1515, Teresa de Jesus passou sua adolescência em um internato, onde decidiu dedicar-se à vida religiosa.
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Quando tinha 20 anos, ela optou por ingressar no Convento da Encarnação. Como seu pai era contra a ideia, Teresa fugiu de casa para realizar seu desejo.
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Ainda jovem, Teresa enfrentou uma grave enfermidade. Foi levada a uma curandeira conhecida, mas o tratamento acabou agravando sua condição.
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Em certo momento, acreditaram que ela havia falecido. No entanto, Teresa relatou que se curou graças à intercessão de São José.
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Durante sua vida religiosa, Teresa desempenhou um papel crucial, promovendo reformas e fundando vários conventos na Espanha.
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Seu trabalho ajudou a renovar a ordem carmelita e influenciou diretamente as reformas do período na Igreja Católica.
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Por sua espiritualidade e contribuições, Teresa foi canonizada pelo Papa Gregório XV em 1622. Nos anos 1970, o Papa Paulo VI a reconheceu como a primeira mulher a receber o título de "Doutora da Igreja".