Um ano da tragédia aérea de Vinhedo: áudios revelam que falha foi omitida
Por Flipar
Horas antes do voo, o comandante havia detectado falhas no degelo durante um pouso em Ribeirão Preto, mas não formalizou a reclamação, e a aeronave foi liberada.
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"Errei, errei de não ter mandado por escrito", disse um funcionário. "Printa, manda pro teu celular, guarda isso daí", sugeriu um colega.
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De acordo com um mecânico, que preferiu não se identificar, a equipe trabalhava sob pressão para evitar registros de panes.
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Naquele dia, condições meteorológicas críticas aumentaram o acúmulo de gelo nas asas, e o sistema de degelo, já conhecido por falhas, não funcionou adequadamente.
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Em outros áudios obtidos pelo g1, é possível perceber uma comunicação tranquila e sem qualquer menção à pane ou emergência, mesmo quando o painel da aeronave já alertava para perda de velocidade e acúmulo de gelo nas asas.
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A Polícia Federal investiga possíveis condutas criminosas e falhas nas rotinas de manutenção e operação da companhia.
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A Voepass foi proibida de operar apenas em junho de 2025, quase onze meses após o acidente.
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O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não foi divulgado, mas existe a expectativa de que fique pronto até o fim de 2025.
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Segundo o Instituto Nacional de Criminalística, os pilotos estavam treinados para operar em condições de gelo. Agora, os peritos buscam entender por que os procedimentos adequados não foram aplicados no momento crítico.
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O acidente aéreo de Vinhedo foi a maior tragédia da aviação comercial no Brasil desde o desastre que envolveu o avião da TAM, em 2007. Na ocasião, uma aeronave que havia partido de Porto Alegre explodiu ao chegar em Congonhas, São Paulo.
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O piloto não conseguiu frear, ultrapassou o limite da pista e bateu no prédio da TAM e num posto de gasolina. Todas 187 pessoas a bordo morreram, além de 12 que estavam no solo.