As tensões políticas e a dificuldade colombiana de controlar o território, juntamente com o interesse americano no canal, levaram a um movimento separatista.
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Em 1513, Vasco Núñez de Balboa foi o primeiro europeu a avistar o Oceano Pacífico a partir do istmo do Panamá, que ele chamou de "Mar do Sul".
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A ideia de um canal no Panamá surgiu no século XVI, mas a construção só começou no final do século XIX, com os franceses, que enfrentaram dificuldades e abandonaram o projeto.
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No início, o rei Carlos V da Espanha encomendou estudos para a ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico, mas a construção foi considerada inviável na época devido à instabilidade política.
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Em seguida, Ferdinand de Lesseps, após o sucesso no Canal de Suez, iniciou a construção em 1881, mas enfrentou problemas com doenças, clima e dificuldades financeiras, levando à falência da empresa.
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Os Estados Unidos, então, assumiram o projeto em 1904, com a liderança do médico William Gorgas. Os norte-americanos resolveram os problemas de doenças (malária e a febre amarela) e optaram por um sistema de eclusas, em vez de escavar todo o caminho até o nível do mar.
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A equipe americana, liderada por Gorgas, implementou um programa de saneamento para combater os mosquitos transmissores da malária e da febre amarela. As ações incluíram pulverização de inseticidas, instalação de telas e eliminação de água parada.
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O Canal do Panamá, então, foi inaugurado em 15 de agosto de 1914, marcando o início de uma nova era para o comércio mundial e passou a ser administrado pelos Estados Unidos.
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O presidente Theodore Roosevelt supervisionou a concretização de um objetivo de longo prazo dos Estados Unidos: um canal transístmico.
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Em 1977, os Tratados Torrijos-Carter estabeleceram que o controle do canal seria transferido para o Panamá, o que aconteceu em 31 de dezembro de 1999.
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O canal encurtou as rotas marítimas, revolucionando o comércio global ao reduzir o tempo e o custo de viagem entre o Atlântico e o Pacífico.
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Uma expansão do canal do Panamá, iniciada em 2007, foi concluída em 2016, aumentando sua capacidade para navios maiores.
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Geograficamente, a região do Panamá é um istmo, palavra de origem grega que significa pescoço. Ela, então, define uma faixa de terra cercada por água em ambos os lados que conecta duas outras extensões maiores de terra.
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Desde a sua inauguração, o canal conseguiu encurtar a comunicação marítima em tempo e distância, algo que revigorou o transporte marítimo e econômico ao fornecer uma rota de trânsito curta e relativamente barata entre os dois oceanos.
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Além disso, influenciou decisivamente os padrões de comércio global, algo que impulsionou o crescimento econômico em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Também ajudou no ímpeto básico para a expansão econômica de regiões remotas do mundo.
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As eclusas originais do Canal do Panamá têm cerca de 33,5 metros de largura e são projetadas para navios com capacidade até o tamanho Panamax.
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As novas eclusas (ou eclusas do expansão), por sua vez, permitem a passagem de embarcações maiores, os navios Neopanamax, com 430 metros de comprimento, 70 metros de largura e 15,24 metros de profundidade.
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A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) enfatizou em um comunicado oficial que a hidrovia ?tem sido uma força motriz do desenvolvimento econômico e social do Panamá e uma transformadora do comércio marítimo global?.
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Ele cita que, nos últimos 25 anos, sob administração panamenha, a hidrovia interoceânica contribuiu com US$ 28,266 bilhões em pagamentos diretos ao Tesouro Nacional.
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Por fim, além de US$ 15 bilhões em investimentos para projetos de capital, manutenção operacional e gestão de bacias hidrográficas.
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Por este canal, passam cerca de 6% do comércio mundial, nos em torno de 14 mil navios que fazem a rota todos os anos. O estreito de aproximadamente 80 quilômetros une 1.920 portos em todo o mundo.