Chegou sua vez: Matador de dezenas de vítimas foi assassinado; relembre o caso

Por Flipar

Pedrinho estava com 68 anos e foi encontrado morto por volta das 10h, na Rua José Rodrigues da Costa, no bairro Ponte Grande. De acordo com testemunhas e a PM, Pedro estava sentado em um banco na rua, quando um carro Volkswagen Gol G5 preto se aproximou.
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O carro foi encontrado na Estrada Cruz do Século, também em Mogi das Cruzes.
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De acordo com os familiares, ele estava em Mogi das Cruzes visitando a família, como era comum. Dessa forma, tudo indica que os assassinos estudaram os hábitos de Pedro.
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"Eu estava tomando café, só escutamos tiro. Saí no portão e vi o povo correndo pra cá. Aí falaram que era ele. Ele veio aí com a sobrinhada aí, fica aí o dia inteiro, almoça aí, depois vai embora. Morava na praia e vinha pra cá", contou o tio dele, José Roberto de Andrade.
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Pedro Rodrigues Filho era mineiro de Santa Rita do Sapucaí. Ele nasceu em uma família com muitos traumas e problemas. Ele nasceu com parte do crânio ferido, fruto de uma agressão de seu pai a sua mãe, quando estava grávida. Na ocasião, Pedro Rodrigues, o pai, acertou chutes na barriga.
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Aos 9 anos, fugiu de casa e foi morar com parentes na mesma cidade. Meses depois, mudou-se para São Paulo capital, onde entrou no mundo do crime. Estima-se que seu primeiro assassinato foi logo aos 11, quando matou o traficante Jorge Galvão, em Itaquera. O irmão e o cunhado de Galvão também foram mortos.
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Aos 13, ele quase matou o próprio primo o empurrando em uma máquina de moer cana, após uma briga. Com 14, matou o vice-prefeito de Alfenas (MG), após este ter demitido o seu pai suspeitando de um roubo. Ele usou uma espingarda que era de seu avô.
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Depois, Pedrinho matou um guarda que ele acreditava ser o verdadeiro ladrão e fugiu novamente, agora para Mogi das Cruzes. Estima-se que ele nunca foi para a escola. Na cidade paulista, começou a roubar e matar traficantes. Pedrinho se apaixonou pela viúva de um traficante, conhecida como Botinha.
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Eles logo foram morar juntos e ele assumiu os "negócios da família" e matou alguns concorrentes, mas ela foi morta pela Polícia. Meses depois, ele encontrou um novo amor: Maria Aparecida Olímpia, que também foi assassinada.
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Pedrinho então torturou e matou várias pessoas até descobrir o responsável. Quando finalmente descobriu o autor, um traficante rival, invadiu a festa de casamento dele e deixou sete mortos e 16 feridos. Em 1973, quando tinha 18 anos, foi preso pela primeira vez.
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Ele foi condenado a 128 anos de cadeia, onde matou cerca de 50 pessoas. Relatos apontam que ele matou no refeitório, no camburão, na cela e no pátio , por diversos motivos, como "não ir com a cara". Em uma prisão em Araraquara (SP), matou um homem acusado de matar a irmã de Pedrinho.
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Pedrinho deveria ter sido solto em 2003, pois a lei brasileira diz que um cidadão, por mais que a condenação seja maior, só pode ficar preso por 30 anos. No entanto, por conta dos crimes na cadeia, ficou preso até 2007.
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Ficou um tempo em Fortaleza, mas foi preso novamente em 2011, em Camboriú (SC), onde trabalhava como caseiro, mas foi pego por motim e cárcere privado. Em 2018, foi solto pela segunda e última vez.
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Desde então, Pedrinho tinha um canal no Youtube, além de uma página no Instagram onde se intitulava como "ex-matador".
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Ele fazia propaganda de seu livro e dizia que estava convertido ao cristianismo, longe do mundo do crime.
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Em entrevistas, Pedrinho contou que matou mais de 100 pessoas, mas acredita-se que este número pode ter sido aumentado para ficar mais famoso. A Justiça contabiliza 71 assassinatos.
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Pedrinho destacava que gostava de assassinar pessoas que, na sua interpretação, eram um mal para a sociedade. Pedro Rodrigues Filho se julgava, portanto, como uma espécie de justiceiro e/ou vingador. Ele até tatuou a frase "Mato por prazer".
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Depois de Pedrinho, o serial com mais assassinatos confirmados no Brasil é Hélio José Muniz Filho, mais conhecido como Helinho Justiceiro, que nasceu e viveu em Pernambuco. Ele foi preso em 1997, aos 20 anos, após matar mais de 60 pessoas. Em 2001, foi assassinado numa cadeia no Recife. Ele tinha pegado 201 anos de reclusão.
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