Menos gente, mais desafios e futuro incerto: o Japão em transformação

Por Flipar

Quarta maior economia do mundo, o país registrou em 2024 apenas 686.061 nascimentos ? o menor número desde o início da série histórica em 1899 ? e 1,6 milhão de óbitos. Significa, portanto, que para cada bebê nascido, morrem mais de duas pessoas. A população atual é de 123.103 pessoas.
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Tal disparidade resultado no décimo sexto ano consecutivo de declínio populacional, o que acarreta em pressões sobre os sistemas de previdência e de saúde do país.
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O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, classificou o envelhecimento populacional e a baixa natalidade como uma "emergência silenciosa". Prometeu creches gratuitas e horários de trabalho mais flexíveis para apoiar famílias. Apesar disso, os esforços para aumentar a taxa de natalidade ainda têm mostrado pouco resultado.
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Desse modo, um número crescente de cidades e vilarejos está se esvaziando ? são quatro milhões de casas abandonadas apenas nas últimas duas décadas, segundo dados do governo. Desse modo, o país registrou um recorde de nove milhões de casas desabitadas e ruma a passos largos para aumentar essa marca.
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Essas residências desocupadas, aliás, são denominadas de ?akiya?. De acordo com dados do Ministério de Assuntos Internos e Comunicação do Japão, mais de 15% dos imóveis residenciais do país estão "às moscas".
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Cada vez mais são encontradas ?akiya? em grandes centros urbanos por todo o país, inclusive na própria capital, a movimentada Tóquio.
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?Esse é um sintoma do declínio populacional do Japão?, confirmou à CNN o especialista Jeffrey Hall, professor da Universidade Kanda de Estudos Internacionals, na província de Chiba. ?Não é um problema de construir muitas casas, mas de não ter gente suficiente mesmo?, completou o acadêmico.
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Por tradição, as "akiya" costumam ser herdadas e isso explica parte do problema. Com a queda nas taxas de natalidade, há muitos casos em que não há uma nova geração para receber o imóvel.
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Em relação às moradias nas áreas rurais, há cada vez mais casos de herdeiros desinteressados em permanecer nessas localidades, preferindo migrar para grandes centros urbanos.
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Segundo especialistas ouvidos pela CNN, ainda há um aspecto financeiro contribuindo para essa realidade do aumento de residências abandonadas.
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Muitos proprietários optam por não modernizar os imóveis porque fica mais barato mantê-los do jeito que estão, ainda que envelhecidos.
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Uma consequência problemática do fato de haver tantas casas abandonadas é o aumento dos riscos à segurança em situações de desastres naturais.
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Como o Japão é muito suscetível a terremotos e tsunamis, a falta de manutenção de tantos imóveis torna mais complexas as operações de resgate e reconstrução de cidades.
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Existem ainda os riscos sociais associados ao aumento de casas abandonadas para a segurança pública e preservação do meio ambiente. É um quadro que pode deteriorar a qualidade de vida nessas cidades.
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Estudiosos da Universidade de Tóquio dizem que é preciso haver políticas públicas que aproveitem os espaços ocupados por essas casas abandonadas para criar novas estruturas que tragam proveito à comunidade.
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A diminuição na quantidade de casamentos é um dos fatores que agravam esse cenário. E a taxa de fecundidade é uma das menores registradas no mundo: 1,2 filho por mulher. Ou seja, a população tende a diminuir cada vez mais com o passar do tempo.
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