Insuficiência venosa crônica: deficiência que afeta Donald Trump

Por Flipar

Em julho de 2025, o governante surgiu com a mão direita aparentemente coberta por maquiagem - o que alguns especularam ter o objetivo de disfarçar alterações na pele.
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Esse aspecto também despertou atenção durante um encontro com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, reacendendo o debate sobre as condições de saúde de Trump.
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Diante dos comentários e especulações, a Casa Branca emitiu nota oficial para explicar que Trump foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica.
Reprodução de vídeo G1
A insuficiência venosa crônica é uma condição em que as veias - principalmente as das pernas - perdem a capacidade de transportar o sangue de volta ao coração de forma eficiente.
Mr. Fulano/Wikimédia Commons
Isso acontece porque as válvulas venosas, pequenas estruturas que funcionam como ?portas unidirecionais? para o fluxo sanguíneo, ficam danificadas ou enfraquecidas.
Reprodução do Instagram @cardiovida_rv
Quando essas válvulas não fecham adequadamente, o sangue tende a se acumular nas pernas e nos braços.
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Isso aumenta a pressão dentro das veias e provoca uma série de sintomas e sinais visíveis na pele.
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Sean P. Barbabella, médico de Donald Trump, informou que essa condição é comum em adultos com mais de 70 anos, afetando entre 10% e 35% das pessoas nessa faixa etária.
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Outros fatores, como histórico familiar, sedentarismo, obesidade, tabagismo e exercer profissões que exigem longos períodos em pé ou sentado - como motoristas, professores e atendentes - aumentam os riscos de desenvolver o distúrbio.
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Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, exames descartaram outras doenças sistêmicas em Donald Trump, como trombose venosa profunda, insuficiência cardíaca ou renal.
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Os hematomas observados nas mãos de Trump teriam origem em pequenas irritações provocadas por apertos frequentes de mão e pelo uso de aspirina.
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Em entrevista ao jornal ?The New York Times?, Prakash Krishnan, diretor de serviços endovasculares do Hospital Cardíaco Mount Sinai, destacou que, quando o retorno do sangue ao coração é dificultado, as veias se dilatam, ocasionando inchaço, desconforto e, em casos crônicos, escurecimento da pele e até feridas.
James Heilman, MD/Wikimédia Commons
Outros sintomas possíveis são sensação de peso, dor ou queimação nas pernas; varizes visíveis; coceira e descamação; e espessamento e endurecimento da pele em casos avançados - lipodermatoesclerose.
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O tratamento recomendado para esse quadro que afeta Donald Trump é conservador.
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Ele inclui medidas como o uso de meias de compressão, a elevação das pernas, exercícios físicos regulares e controle de peso.
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Essas práticas auxiliam na melhora da circulação sanguínea e aliviam os sintomas.
Insuficiência venosa crônica (IVC) - Flickr Sarat Dash
A cirurgia para insuficiência venosa crônica é considerada apenas um último recurso, quando o tratamento clínico não dá bons resultados.
- Reprodução do Youtube
O exame mais utilizado para o diagnóstico de insuficiência venosa crônica é o ultrassom Doppler venoso dos membros inferiores.
Flickr Stanley Drees
Esse exame avalia a anatomia das veias e a presença de refluxo - fluxo de sangue voltando para baixo. Ele serve também para descartar tromboses.
Flickr USA Vein Clinics

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