O homem por trás de Norman Bates: 33 anos sem Anthony Perkins

Por Flipar

Seu legado permanece vivo, não apenas como ator, mas como símbolo de resistência e sensibilidade em uma Hollywood que pouco aceitava vulnerabilidades. Sua frase final, deixada em um comunicado antes de morrer, resume sua jornada.
Wikimedia Commons / Allan Warren
?Aprendi mais sobre o amor e a compreensão humana com aqueles que encontrei no mundo da AIDS do que no mundo cruel da rivalidade em que passei minha vida", escreveu Anthony Perkins.
A AIDS é a sigla (em inglês) da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O HIV, Vírus da Imunodeficiência Humana, afeta as defesas do organismo e, geralmente, o portador morre de outras doenças, agravadas pela existência do HIV. A pessoa tem dificuldade de reação.
Gerd Altmann pixabay
No início, a doença era uma sentença de morte. O portador do HIV tinha poucos anos ou até mesmo alguns meses de vida.
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Na época, além dos efeitos colaterais, os pacientes tinham que tomar muitos medicamentos, às vezes dezenas. Hoje, são poucos e às vezes só um, com nenhum ou pouco efeito colateral. Um tratamento bem feito permite ao portador do HIV ter uma vida com poucas ou nenhuma limitação.
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A maior forma de transmissão da doença é através do sexo. Assim, a principal forma de prevenção é a camisinha.
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O compartilhamento de seringas também é arriscado e pode transmitir o vírus.
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O leite materno infectado também pode transmitir a doença.
Wilson Dias/Agência Brasil
O HIV, uma vez dentro do corpo, age destruindo o nosso sistema imunológico. Assim, o portador do vírus fica suscetível a doenças "oportunistas' como tuberculose e pneumonia...e uma delas pode acabar levando o soropositivo à morte.
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Até hoje, cerca de 40 milhões de pessoas morreram com Aids no mundo. Cerca de 35 milhões têm HIV. No Brasil, são cerca de 920 mil pessoas infectadas. Dessas, cerca de 95% não desenvolveram a doença, mas têm o vírus e o não transmitem, por conta de uma carga viral baixa.
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No Brasil, um dos artistas que morreram no começo da epidemia de Aids foi o cantor Cazuza, em 1990, aos 32 anos. Estima-se que ele adquiriu o HIV em 1985 e logo desenvolveu a AIDS.
YouTube / TVE-RS
Também cantor, Renato Russo, da Banda Legião Urbana, morreu de AIDS em 1996, aos 36 anos. Ele ficou sete anos com o vírus.
YouTube / Canal Heliomar Nascimento
Fora do Brasil, um famoso que morreu de AIDS foi o cantor Freddie Mercury, em 1991, aos 45 anos. A imprensa começou a dizer que ele tinha a doença em 1986, mas ele só confirmou publicamente poucos dias antes de morrer, em 24/11/1991, aos 45 anos.
Reprodução de vídeo
O filósofo Michel Foucault morreu em 1984, aos 57 anos. Após a sua morte, o então companheiro Daniel Defert fundou a instituição de caridade AIDES.
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Hoje, é possível viver com o vírus de forma tranquila, com acompanhamento. O ex-jogador de basquete Magic Johnson, por exemplo, revelou ter o vírus em 1991. Passados 33 anos, ele mantém a saúde, segundo ele, acordando às 4h da madrugada e levando vida regrada. E defende a causa contra o preconceito.
Twitter @MagicJohnson
Outro portador que fala abertamente da doença é o cantor Andy Bell, vocalista do dueto Erasure. Ele descobriu o HIV em 1998 e hoje a doença está controlada, sem ser transmissível.
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O ator americano Charlie Sheen, conhecido mundialmente pelo papel de Charlie Harper em "Two And a Half Men", é outro que convive com o vírus, fala abertamente sobre isso e demonstra saúde. Em 2015, ele afirmou que descobriu o HIV em 2011.
Instagram @charliesheen
O cantor austríaco Thomas Neuwirth, mais conhecido pelo nome artístico de Conchita Wurst, revelou em 2018 ter o vírus. Ele conta ainda que está indetectável, ou seja, sem transmitir o vírus.
Instagram @conchitawurst

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