Príncipe do Japão fica maior de idade; conheça a mais antiga monarquia do mundo

Por Flipar

Aos 19 anos, ele foi oficialmente reconhecido como adulto e reafirmou seu compromisso com os deveres da família imperial.
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Durante o evento, ele recebeu uma coroa de seda preta e laca, simbolizando sua transição para a vida adulta real. Em seu discurso, Hisahito expressou gratidão e afirmou que cumprirá suas responsabilidades com consciência e dedicação.
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Este acontecimento é significativo, pois marca a primeira cerimônia de maioridade de um integrante masculino da família imperial em quatro décadas. Hisahito é sobrinho do imperador Naruhito e ocupa a segunda posição na linha de sucessão ao trono, atrás apenas de seu pai, o príncipe Fumihito.
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De acordo com a tradição japonesa, apenas homens podem ascender ao trono, o que exclui sua irmã mais velha, a princesa Aiko, da sucessão.
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A cerimônia também destaca a crescente preocupação com a sucessão imperial, já que o Japão enfrenta uma diminuição no número de membros masculinos na família real.
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Atualmente, Hisahito e seu pai são os únicos herdeiros homens mais jovens que o imperador.
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Esta situação tem gerado debates sobre a necessidade de revisão das regras de sucessão para permitir que mulheres possam ascender ao trono.
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Além de suas responsabilidades reais, Hisahito é estudante de biologia na Universidade de Tsukuba e tem interesses pessoais em áreas como badminton, carros e natureza.
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A família imperial japonesa é reconhecida como a mais antiga linhagem monárquica contínua do mundo, com uma história que se estende por mais de dois milênios.
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Segundo as crônicas tradicionais do Japão, como o Nihon Shoki, compilado em 720 d.C., a linhagem imperial começou com o imperador Jimmu, considerado o fundador do país.
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Jimmu teria assumido o poder em 660 a.C., na região de Yamato, e é descrito como trineto da deusa do sol Amaterasu, conferindo à sua família uma origem divina segundo a tradição xintoísta. Na foto, o estandarte do imperador.
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Essa conexão religiosa reforça o caráter sagrado da monarquia japonesa e a percepção de que os imperadores são intermediários entre o divino e o mundo humano.
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Ao longo dos séculos, a família imperial manteve sua continuidade mesmo em períodos de guerras, crises políticas e transformações sociais, consolidando-se como um símbolo central da identidade nacional japonesa.
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Atualmente, o imperador Naruhito ocupa o 126º posto na linha de sucessão, garantindo a continuidade dessa tradição milenar.
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Naruhito ascendeu ao trono em 2019, após a abdicação de seu pai, o imperador Akihito, que foi o primeiro monarca japonês a renunciar ao trono em mais de dois séculos.
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A abdicação de Akihito representou um marco histórico, mostrando como a família imperial ainda consegue adaptar-se a novos tempos sem perder seu caráter tradicional.
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No século 20, o imperador Hirohito foi o antecessor de Akihito e teve um reinado marcado por um período conturbado da humanidade. Ele reinou de 1926 até sua morte em 1989, sendo reconhecido como o imperador com o reinado mais longo da história japonesa.
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Durante seu governo, Hirohito presenciou eventos significativos, como a Segunda Guerra Mundial, a ocupação do Japão pelas tropas aliadas e a transformação do país em uma nação pacífica e democrática.
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A monarquia japonesa atualmente possui caráter estritamente simbólico, funcionando como um emblema da unidade e continuidade do país, sem exercer poder político direto.
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O imperador representa tradições culturais e realiza rituais cerimoniais, mas as decisões governamentais ficam a cargo do Parlamento e do Primeiro-Ministro.
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A residência oficial do Imperador e da Imperatriz é o Palácio Imperial, que fica no distrito de Chiyoda, em Tóquio.
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