Meias: acessório essencial em muitas ocasiões tem longa história nos costumes e na moda
Por Flipar
Na Grécia e em Roma, já se usavam as chamadas udones e soccus, coberturas de lã ou feltro que garantiam maior conforto sob as sandálias. Eram peças funcionais, mas também ligadas a status, pois os mais ricos podiam ter materiais mais refinados.
Na Idade Média, as meias se alongaram, chegando muitas vezes até as coxas. Eram fixadas com ligas e passavam a ser também símbolo de elegância, especialmente entre nobres e reis, que exibiam tecidos mais caros e coloridos.
O Renascimento trouxe uma revolução: com a técnica de tricô mais elaborada, surgiram meias de seda, algodão e lã muito bem ajustadas. Nesse período, elas se tornaram um verdadeiro acessório de moda, especialmente nas cortes europeias.
Ao longo dos séculos seguintes, as meias se popularizaram e passaram a ser fabricadas em maior escala. Com a Revolução Industrial, no século XIX, tornaram-se acessíveis a diferentes camadas sociais, consolidando-se como parte essencial do vestuário.
Hoje existem incontáveis tipos e modelos de meias, desde as esportivas até as sociais, passando por meias-calças e versões térmicas. Elas podem ser curtas, médias, longas, até acima do joelho, sempre adaptadas a necessidades e estilos.
Entre os modelos mais comuns, estão as meias soquete, as invisíveis, as 3/4 e as meias de compressão. Além do uso estético, muitas têm funções de saúde, como melhorar a circulação ou proteger contra lesões.
No vestuário feminino, as meias têm múltiplas versões, desde discretas meias finas até modelos de meia-calça, arrastão ou esportivas. Elas dialogam com estética, conforto e até com o poder de valorizar visuais.