Brasil reaparece entre os países com mais crianças não vacinadas no mundo

Por Flipar

Nesse sentido, o cenário nacional é preocupante e causa um sinal de alerta. Isso porque eram 103 mil crianças não vacinadas, em 2023, e passou para 229 mil, em 2024.
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Segundo os dados referentes à cobertura vacinal em 2024, a Nigéria é líder isolada com mais de duas milhões de crianças não vacinadas. Ela é seguida por Índia, Sudão, República Democrática do Congo, Etiópia, Indonésia, Iêmen, Afeganistão e Angola.
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Atualmente, no mundo, 14,3 milhões de crianças estão vulneráveis a doenças preveníveis por vacinas e mais 5,7 milhões têm apenas proteção parcial.
Agência Brasil
Em comparação com 2023, cerca de 171 mil crianças a mais receberam pelo menos uma vacina, enquanto um milhão a mais alcançou a série completa de três doses da DTP.
divulgação prefeitura de Belo Horizonte
Além disso, segundo a Organização Mundial de Saúde, há um progresso contínuo dos países que trabalham para proteger as crianças.
Tânia Rêgo / Agência Brasil
Entretanto, quase 20 milhões de crianças perderam pelo menos uma dose da vacina DTP em 2024. Entre elas, 14,3 milhões com "dose zero"
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Isso representa quatro milhões a mais do que a meta de 2024, que é necessária para seguir no caminho da Agenda de Imunização 2030. Além de 1,4 milhão a mais do que em 2019, o ano base para medir o progresso.
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"As vacinas salvam vidas, permitindo que indivíduos, famílias, comunidades, economias e nações prosperem. É encorajador ver um aumento contínuo no número de crianças vacinadas, embora ainda tenhamos muito trabalho a fazer", afirmou Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
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"Cortes drásticos na ajuda, juntamente com a desinformação sobre a segurança das vacinas, ameaçam desfazer décadas de progresso", completou.
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Ainda segundo a OMS, pequenas quedas na cobertura vacinal podem aumentar o risco de surtos de doenças e sobrecarregar ainda mais os sistemas de saúde.
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Em mais um dado da pesquisa, 31% das adolescentes elegíveis em todo o mundo receberam pelo menos uma dose da vacina contra o HPV.
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Assim, a maioria das doses foi administrada em países que utilizam o esquema de dose única. Mesmo longe da meta de cobertura de 90% até 2030, representa um aumento em relação à cobertura de 17% em 2019.
O estudo também mostra que a cobertura completa contra o HPV, Papilomavírus Humano, em meninas passou de 21% para 28%. Isso é aproximadamente 18 milhões de meninas, que receberam proteção completa contra o vírus.
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Contudo, cerca de 46,6 milhões de meninas permaneceram parcialmente ou não vacinadas contra o HPV. De acordo com os dados, essa vacina está disponível em 144 de 194 países para meninas e em 75 para meninos.
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Nesse sentido, a cobertura da primeira dose da vacina contra sarampo subiu de 83% para 84%. Por outro lado, ainda não restabeleceu a porcentagem anterior à pandemia, que era de 86% no mundo em 2019.
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Por fim, a cobertura da segunda dose de sarampo aumentou de 74% para 76%. Então, a OMS emitiu um alerta epidemiológico devido ao aumento de casos da doença em várias partes do mundo neste ano.
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