Fagner celebra 76 anos e se prepara para show no Festival Estilo Brasil

Por Flipar

Além de Fagner, artistas como Martinho da Vila, Caetano Veloso, Tim Bernardes, Paralamas do Sucesso e Dado Villa Lobos, Lô Borges, Beto Guedes e Sérgio Hinds também irão se apresentar no Festival.
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Ícone da Música Popular Brasileira, o experiente artista se mantém em intensa atividade criativa após mais de cinco décadas de uma trajetória marcante, que conquistou uma legião de fãs.
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Após um hiato de 10 anos desde o último álbum solo de inéditas, intitulado de ?Pássaro Urbano?, de 2014, o artista lançou recentemente ?Além desse futuro?. Um disco que pretende focar em sentimentos, como o amor e a resiliência.
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O cantor nasceu em Orós, no Ceará, e foi criado em um ambiente musical vibrante, influenciado por sua família. Seu pai tinha origem libanesa e cantava canções árabes, assim como passou ao filho o gosto pelas serestas nordestinas.
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A carreira musical de Raimundo Fagner começou ainda criança, aos seis anos, quando ganhou um concurso infantil na rádio local ao cantar uma música para o Dia das Mães.
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Ao longo de sua formação musical, ele teve como referências grandes nomes da música brasileira, como Luiz Gonzaga, Orlando Silva e Nelson Gonçalves, além da música libanesa ouvida em casa.
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Na adolescência, formou grupos musicais vocais e instrumentais e começou a compor suas próprias canções. Venceu, em 1968, o IV Festival de Música Popular do Ceará com a música "Nada Sou", em parceria com Marcus Francisco.
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Chegou a se matricular no curso de arquitetura na Universidade de Brasília, mas abandonou a faculdade para se dedicar integralmente à música.
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O lado profissional decolou em 1971, em Brasília, ao vencer o festival da Ceub com a música "Mucuripe", em parceria com Belchior. Elis Regina gravou a canção no ano seguinte, o que consagrou Fagner como compositor e impulsionou sua carreira.
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Em 1973, lançou seu primeiro álbum, "Manera Fru Fru, Manera", que se tornou um sucesso e trouxe duas canções clássicas: "Mucuripe" e "Canteiros".
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O cantor fez, em 1973, a trilha sonora do filme "Joana, a Francesa", que o levou à França, onde teve aulas de violão flamenco e canto. De volta ao Brasil, gravou, em 1975, seu segundo álbum de estúdio, intitulado "Ave Noturna", que foi lançado pela gravadora Continental.
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Fagner, então, teve uma de suas canções na trilha sonora de uma novela. Foi com "Beco dos Baleiros", de Petrúcio Maia e Brandão, na obra "Ovelha Negra" da TV Tupi. Ainda pela gravadora Continental, gravou um compacto simples ao lado de Ney Matogrosso.
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Assim, seu terceiro disco, lançado pela gravadora CBS, foi um sucesso em vendas, com 40 mil exemplares na primeira semana. Já o quarto, intitulado "Orós", de 1977, teve arranjos e direção musical de Hermeto Pascoal.
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Ao assinar com a CBS, Fagner exigiu ser contratado também como produtor. Assim, ele ajudou a lançar vários nomes do Nordeste brasileiro, incluindo Zé Ramalho, Elba Ramalho, Amelinha e o próprio Robertinho de Recife.
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Os álbuns mais marcantes do artista nos anos 80 incluem "Eternas Ondas", de 1980, "Traduzir-se", de 1981, "Fagner", de 1982, e "Romance no Deserto", de 1987. Esses discos solidificaram sua carreira, com sucessos como "Canção Brasileira", "Borbulhas de Amor" e "Deslizes".
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Nos anos 90, lançou obras como "Pedras Que Cantam", em 1991, com sucessos como a faixa-título e "Borbulhas de Amor", assim como "Teral", de 1997, que incluía a regravação de "Espumas ao Vento" e outras canções como a que dá nome ao álbum.
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Fagner emplacou diversos sucessos em novelas, como "Pedras que Cantam" em Pedra sobre Pedra, "Noturno", na obra Coração Alado, e "Amor Escondido" em Tieta.
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Em 2003, lançou o álbum de estúdio e o DVD ao vivo Raimundo Fagner & Zeca Baleiro, que rendeu sucessos como "Dezembros" e "Palavras e Silêncios".
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Ao longo de mais de cinquenta anos de carreira, Fagner gravou mais de 40 discos e 20 coletâneas, misturando elementos do romance com o swing nordestino, além de lançar sucessos como "Asa Partida", "Corda de Aço" e "Borbulhas de Amor".
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Mesmo com o sucesso nacional e internacional, Fagner sempre manteve forte ligação com suas raízes, residindo em Fortaleza, Ceará, sua cidade natal.
Reprodução do Flickr InterFagner
O cantor é conhecido por suas parcerias musicais, tanto com outros artistas quanto com poetas e compositores, como Belchior, Vinicius de Moraes, Ferreira Gullar e Chico Buarque.
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O artista traz a fusão da música nordestina com a MPB, o uso de arranjos criativos e alta qualidade poética, assim como a diversidade de gêneros: baião, rock, folk e pop.
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Fagner é casado com Bárbara Lemos, e juntos eles têm um filho chamado Luca. Ele também tem outro filho, Henrique, que é jogador de futebol, já atuou nas categorias de base do Corinthians e atualmente defende as cores do Cruzeiro.
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