Daniel Day-Lewis revela não gostar de John Wayne e filmes de faroeste

Por Flipar

O ator, aliás, retornou aos sets de gravação após oito anos afastado, mas pessoas próximas a ele afirmam que sua saúde está em risco. Lewis protagoniza "Anemone", dirigido por seu filho Ronan Day-Lewis.
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Ainda sem previsão de estreia no Brasil, a obra foi lançada em 28/09/2025 no Festival de Cinema de Nova York. O site RadarOnline, porém, revelou preocupações sobre a saúde de Daniel, que tem por hábito trabalhar pelo ?método?, vivendo como seu personagem durante as filmagens. Isso o teria levado à exaustão nas gravações.
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Seu último trabalho havia sido ?Trama Fantasma? (2017), antes de anunciar aposentadoria. Fontes próximas ao ator disseram que ele "acabou se vinculando demais ao personagem do filme, lhe trazendo desgaste dia após dia". Na época, Daniel disse que queria ?passar mais tempo com a família?.
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O longa "Anemone" acompanha o reencontro de dois irmãos - um ermitão e outro com vida convencional - em uma jornada de reconciliação. O elenco conta também com Sean Bean, Samantha Morton e Safia Oakley-Green. A distribuição foi da Focus Features em parceria com a Plan B.
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O ator britânico Daniel Day Lewis nasceu em 29/4/2025. Ele nasceu em Londres, na Inglaterra, e também tem cidadania irlandesa. Daniel foi casado com a atriz Isabelle Adjani entre 1989 e 1995. E desde 1996 vive com Rebecca Miller.
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Reservado, Daniel dá poucas entrevistas e anunciou a aposentadoria em 2017, após uma carreira vitoriosa em que tornou-se o primeiro homem (e ainda o único) a ganhar três Oscars de Melhor Ator.
Ele venceu por "Meu Pé Esquerdo", "Sangue Negro" e "Lincoln" (foto). Daniel é um dos exemplos da força de uma interpretação de personagens que existiram de verdade - algo muito tentador no Oscar.
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Em "Lincoln" (2012) , o ator britânico viveu o presidente Abraham Lincoln (1809-1865), que comandou os Estados Unidos no período da Guerra Civil Americana e, apesar da crise, manteve a integridade territorial do país e aboliu a escravidão. Ele foi assassinado com um tiro na cabeça, quando ainda estava na presidência.
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Em 1989, Daniel Day-Lewis já havia faturado um Oscar ("Meu Pé Esquerdo") pelo papel do artista e escritor irlandês Christy Brown (1932-1981), que nasceu com paralisia cerebral. Ele usava o pé esquerdo para fazer quadros e escrever. Mais uma interpretação impactante de Lewis.
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Papéis de pessoas reais, com trajetórias fortes, podem ser trunfos na vida dos atores. Uma boa interpretação pode render prêmios. Neste século 21, veja quem recebeu o Oscar de Melhor Ator por papéis de pessoas que existiram de verdade.
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Cillian Murphy - "Oppenheimer" (2024) - Este ano, o ator ampliou a lista de contemplados que receberam o prêmio pelo papel de pessoas reais. Ele interpretou o físico J. Robert Oppenheimer , que criou a bomba atômica.
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Rami Malek - "Bohemian Rhapsody" (2018) - O ator americano, de ascendência egípcia, interpretou o cantor Freddie Mercury (1946-1991). A atuação avassaladora também rendeu os prêmios BAFTA, Globo de Ouro e Screen Actors Guild.
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Para compor a figura de Mercury, Rami Malek fez aulas com uma "treinadora de movimentos". Ele ensaiou trejeitos, viradas de corpo no palco, maneira de pegar o microfone. No ponto alto do filme - reconstituição do show no Rock in Rio (1985) - percebe-se que o aprendizado deu certo. As cenas estão muito parecidas com as reais.
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Para parecer o estadista, gordo e mais velho, Oldman passava por longo processo de transformação, incluindo pesada maquiagem que ganhou o Oscar. Ele também caprichou na caracterização de Churchill, chegando a sofrer intoxicação por nicotina apór fumar muitos charutos durante as filmagens.
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Leonardo DiCaprio - "O Regresso" (2015) - O ator americano interpretou o caçador Hugh Glass (1780-1833), abandonado e roubado pelo parceiro após ser atacado por um urso em 1822 no Velho Oeste. Ele sobrevive e parte em busca de vingança.
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Nas gravações, DiCaprio se sacrificou pelo melhor resultado. Ele declarou que foi a atuação mais difícil de sua vida (cuja carreira começou aos 16 anos). Horas e horas de gravações em temperaturas abaixo de zero, entrando em rios congelados. E, embora seja vegetariano, chegou a comer carne crua para dar veracidade à cena.
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Colin Firth - "O Discurso do Rei" (2010) - O ator britânico interpretou o Rei George VI (1895-1952), que reinou de 1936 até sua morte por câncer de pulmão. O filme mostra a relação de George com o fonoaudiólogo Lionel Logue, contratado para tratar a gagueira do rei.
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Para Firth, interpretar um gago de forma verossímil foi o momento mais difícil de sua carreira. Ele precisava se esforçar para "não gaguejar" - pois é assim que se comportam os verdadeiros gagos - mas, ao mesmo tempo, transmitir dificuldade nesse esforço. Ponto alto: o discurso pela rádio no começo da guerra.
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Sean Penn - "Milk" (2008) - O ator americano interpretou o político e ativista Harvey Milk (1930-1978), o primeiro homem assumidamente gay a ser eleito para um cargo público na Califórnia. Membro da Câmara de Supervisores de São Francisco, ele ficou 10 meses na função e foi morto a tiros. Na preparação para viver o personagem, Sean Penn estudou bastante material de arquivo e contou com testemunhos de amigos de Milk
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Philip Seymour Hoffman - "Capote" (2005) - O ator americano, morto aos 46 anos (2014), interpretou o escritor Truman Capote (1924-1984), autor de vários contos, romances e peças de teatro. Obras com reconhecimento mundial, como "Bonequinha de Luxo", que inspirou um filme clássico estrelado por Audrey Hepburn.
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Na interpretação de Capote, Seymour reproduziu com fidelidade os trejeitos, a voz, a maneira como o escritor segurava o cigarro. Além do Oscar, ganhou Globo de Ouro, BAFTA e Screen Actors Guild. Um talento derrotado pelas drogas. Seymour foi encontrado morto no banheiro de casa, aos 46 anos, com uma agulha no braço.
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Forest Whitaker - "O Último Rei da Escócia" (2006) - O ator americano interpretou o ditador sanguinário de Uganda, Idi Amin (1925-2003, à esquerda na foto), considerado um dos homens mais cruéis da história. Depois do filme, Whitaker teve dificuldade para tirar o ditador de sua cabeça. "Fiquei gritando para me sentir livre", disse o ator, que, para compor o papel, viajou meses antes para a África, estudou o idioma Kiswahili e a história do país.
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Jamie Foxx - "Ray" (2004) - O ator americano encarnou o cantor e instrumentista cego Ray Charles (1930-2004), um dos ícones do jazz e do soul. Eleito pela revista Rolling Stone como o 2º maior cantor e o 10º maior artista da música de todos os tempos, Ray também marcou a introdução do gospel no Rhythm and Blues.
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Ray Charles parou de enxergar aos 7 anos e nunca soube o motivo. Jamie (foto) passou bastante tempo com o próprio Ray. Emagreceu 10 quilos e manteve os olhos cobertos por pálpebras postiças, além de ensaiar gestos e a maneira de cantar e tocar do músico. Ganhou também o Globo de Ouro, SAG Awards e Screen Actos Guild.
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Adrien Brody - "O Pianista" (2002) - O ator americano interpretou o pianista polonês Wladyslaw Szpilman (1911-2000). Judeu, ele trabalhou numa rádio de Varsóvia até a invasão da Alemanha Nazista em 1939, quando precisou se refugiar em prédios abandonados e ruínas da cidade.
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Em 2017, 15 anos após o filme, Brody revelou que teve depressão e mudou sua visão do mundo por causa das gravações. Vivenciar a ideia da desnutrição, do frio e da crueldade que permeavam uma história passada no Holocausto lhe deixou "em luto". Ele também ganhou os prêmios César, Actors Creen Guild e Critics Award.
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Matthew perdeu 20 quilos para encarnar o personagem e contou que, para saciar a vontade de comer doce, recorria a uma receita do Brasil (país onde nasceu sua mulher, Camila Alves): pudim de tapioca. Também ganhou Globo de Ouro, Critics Choice e SAG Awards pelo papel. Ron morreu de pneumonia, aos 42 anos.
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