Exame em estudo pode identificar Alzheimer antes dos primeiros sintomas

Por Flipar

Estudos da Universidade do Norte do Arizona indicam que essas alterações começam muitos anos antes das primeiras falhas de memória. A proposta busca uma alternativa a exames invasivos ao analisar sinais indiretos da atividade cerebral presentes no sangue.
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Para isso, os cientistas estudam microvesículas liberadas pelas células, que carregariam informações sobre o funcionamento do cérebro. A expectativa é que o exame permita detectar a fase silenciosa da doença e possibilite intervenções mais precoces para retardar sua progressão.
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A primeira pessoa diagnosticada com o Mal de Alzheimer, aliás, foi Auguste Deter, alemã que morreu em 8/4/1906, aos 55 anos. Nascida em Kassel, em 16/5/1850, ela entrou para a história. Adoeceu em 1901, aos 50 anos, e ficou internada o restante da vida.
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No hospital psiquiátrico de Frankfurt, ela foi tratada por Alois Alzheimer. Nascido em 14 de junho de 1864, em Marktbreit, na Alemanha, ele foi o neuropatologista que acabou batizando a doença. Alois morreu em 19 de dezembro de 1915, aos 51 anos, de insuficiência cardíaca.
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O Mal de Alzheimer é uma grande preocupação hoje, pois as pessoas que desenvolvem essa doença perdem diversas capacidades e tornam-se um peso para as famílias. É uma enfermidade típica de idosos, embora também acometa pessoas de meia idade ou até jovens, eventualmente.
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Em janeiro de 2023, um caso publicado na revista Journal of Alzheimer?s Disease teve repercussão, pois informava sobre um caso de Alzheimer num jovem de 19 anos, de identidade não revelada, em Pequim, na China.
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Agora, a situação serve de laboratório para entender melhor a doença, especialmente em jovens. Estima-se que o mundo tenha cerca de 40 milhões de pessoas com o Mal de Alzheimer. A doença é a principal causa da demência. Esta, por sua vez, acomete 55 milhões de pessoas.
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No Brasil, são cerca de 1,2 milhão de pessoas com Alzheimer. A estimativa é de que 100 mil novos diagnósticos são feitos anualmente. Estudos indicam que de 90 a 95% dos casos são em idosos.
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Por outro lado, a Blue Cross Blue Shield (BCBS) destacou que, entre 2013 e 2017, houve um aumento de 200% nos diagnósticos entre pessoas de 30 a 64 anos. Já dos 30 aos 40, o aumento foi de 373%. Assim, há uma clara preocupação das autoridades.
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O Mal de Alzheimer é uma doença degenerativa, ou seja, uma doença que vai destruindo o seu corpo e o leva à morte. O Alzheimer não tem cura e, aos poucos, vai comprometendo as funções cerebrais.
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Começa com perda de memória, mas apenas recente. Depois, o paciente perde até memórias antigas, delira e perde coordenação motora, que tem relação com o cérebro.
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Os estudos também apontam que leitura, interação social ou qualquer outra atividade social ajuda a evitar a doença. Eles, porém, também não são conclusivos.
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