Por decisão de arquidiocese, padre Júlio Lancellotti anuncia pausa em transmissões e redes sociais

Por Flipar

Após a missa, o pároco fez um pronunciamento no qual agradeceu às pessoas que atuaram nas transmissões ao longo do período em que as celebrações foram exibidas pela internet. Na mesma ocasião, ele informou que deixará de utilizar suas redes sociais.
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Durante a fala aos fiéis, o padre recorreu a uma metáfora ao afirmar que, mesmo diante da falta de ar, ?sempre surge um tubo de oxigênio?, destacando em seguida que esse oxigênio é o amor de Deus.
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Ele também reforçou que as missas continuam acontecendo presencialmente e que seguirá disponível para acolher aqueles que desejarem rezar ou buscar apoio espiritual.
Reprodução do Instagram @padrejulio.lancellotti
Em comunicado oficial, a Paróquia São Miguel Arcanjo confirmou o encerramento das transmissões e informou que as redes sociais permanecerão inativas durante um período definido como de recolhimento temporário.
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A ordem de encerrar as transmissões e suspender as redes sociais partiu do cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, segundo revelou a colunista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.
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Padre Júlio Lancellotti consolidou-se como uma das figuras mais conhecidas da Igreja Católica no Brasil por sua atuação direta junto às populações mais vulneráveis da cidade de São Paulo, especialmente pessoas em situação de rua, crianças e adolescentes.
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Nascido em 27 de dezembro de 1948, no bairro do Belém, na capital paulista. Ao longo de sua trajetória religiosa, construiu uma atuação pautada pela defesa incondicional da dignidade humana e pelo compromisso com aqueles que vivem à margem da sociedade.
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Ainda antes de sua ordenação sacerdotal, trabalhou como professor e já se envolvia com iniciativas sociais, experiência que aprofundou sua sensibilidade para as desigualdades sociais e ajudou a moldar sua visão pastoral.
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Ordenado padre em 1985, aos 37 anos, passou a direcionar sua missão para o atendimento direto dos mais pobres, unindo fé, ação social e presença constante nos territórios mais vulneráveis da cidade.
Rovena Rosa/Agência Brasil
A partir de 1993, assumiu papel central na Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, iniciativa que se tornaria uma das marcas mais fortes de sua atuação.
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Nesse trabalho, Padre Júlio passou a oferecer não apenas assistência material, como alimentos e itens básicos, mas também escuta, acolhimento espiritual e apoio emocional às pessoas que vivem nas ruas.
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Sua presença contínua em regiões centrais da cidade, incluindo áreas marcadas pelo uso de drogas e pela exclusão social, transformou-o em uma referência nacional na defesa dos direitos dessa população.
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Essa postura firme e pública, no entanto, também o colocou no centro de controvérsias.
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Ao criticar políticas de repressão policial e defender abordagens baseadas no cuidado, na saúde e na inclusão social, especialmente em locais como a região da Cracolândia, Padre Júlio passou a enfrentar resistência de autoridades e de setores da sociedade que interpretam sua atuação como permissiva ou equivocada.
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Seus posicionamentos críticos em relação a governos e a figuras políticas conservadoras ampliaram esse embate, fazendo com que ele se tornasse alvo frequente de ataques e campanhas de difamação, sobretudo nas redes sociais.
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Apesar das críticas, Padre Júlio Lancellotti manteve ao longo dos anos uma atuação coerente com os princípios que norteiam sua vida religiosa.
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Reconhecido por muitos como uma voz incômoda, porém necessária, ele segue defendendo que o papel da Igreja é estar ao lado dos excluídos, denunciando injustiças e promovendo a solidariedade.
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