‘Ecossistema particular’: cratera gigante no Mato Grosso do Sul abriga centenas de espécies de animais e tem até lago
Por Flipar
Descoberto em 1912 por trabalhadores rurais, o "Buraco das Araras", como é conhecido, tem 100 metros de profundidade.
Flickr Flávio André Souza
O buraco se formou naturalmente ao longo do tempo devido ao desgaste natural das rochas, um processo chamado de "dolina".
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As paredes da dolina são essenciais para a reprodução das aves, que usam as cavidades para fazer ninhos, além de ajudar no desgaste natural dos bicos.
Mauricio ximenez /Wikimédia Commons
No fundo do buraco, há um pequeno lago, alimentado por água da chuva e fontes subterrâneas.
Flickr Susy Suzuki
A riqueza da vida selvagem no local fez com que, em 2007, o governo federal o declarasse uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).
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Isso significa que o Buraco das Araras é uma área protegida existente dentro de uma propriedade privada.
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Dentro do buraco, existe uma grande variedade de animais silvestres. Um deles é a arara-vermelha, que conta com uma população de 120 indivíduos.
Flickr Rodolfo Azevedo
Além das araras, o Buraco das Araras abriga: Jacarés (incluindo um jacaré do papo amarelo); cobras (como uma sucuri de quase 7 metros); macacos; morcegos; roedores e diversos pássaros, como pica-paus, periquitos e andorinhas.
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A cratera começou a se formar há mais de 10 milhões de anos, mas sua formação atual é bem mais recente: surgiu há cerca de 300 mil anos.
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Desde que se tornou Reserva Particular do Patrimônio Natural, apenas três atividades são permitidas no local: pesquisa científica, ecoturismo e educação ambiental.
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As visitas são controladas e realizadas com acompanhamento de guias treinados.
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Há dois tipos de passeio: uma caminhada de 970 metros até um mirante para observação das araras e da paisagem; e uma trilha mais longa (com duração de 4 horas), com foco na fotografia.
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Os preços variam de R$ 117 a R$ 385, e os recursos arrecadados são revertidos para a preservação da área. A entrada "livre" na cratera é proibida.
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O que sobra dos lucros vai para Modesto Sampaio, que é o proprietário do Buraco das Araras desde os anos 1980 ? antes, a área era usada para pecuária.
Flickr adilsonkarafa
Desde então, Modesto e sua família reflorestaram a região com mais de 100 mil mudas de árvores e dividem com o governo a responsabilidade de proteger a fauna e a flora do local.
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Em troca, ele é isento do Imposto Territorial Rural (ITR) sobre a área protegida.
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A fiscalização do "Buraco das Araras" é feita anualmente por órgãos ambientais como o ICMBio, Ibama e secretarias estaduais.
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Localizado no sudoeste de Mato Grosso do Sul, o município de Jardim ?onde fica localizada a cratera ? é conhecido por suas belezas naturais, como o Rio da Prata e a Lagoa Misteriosa.
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Com uma população estimada em cerca de 24 mil habitantes, Jardim é famoso por ser um dos destinos mais encantadores do estado.